Casa Brasil será palco de degustação de vinhos nacionais nas Olimpíadas

Cheers for Brasil ocorre nesta quinta-feira (11), no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, com a participação de seis vinícolas do País. Objetivo é divulgar os produtos verde-amarelos para a imprensa brasileira e internacional e convidados do trade

Os olhos do mundo estão voltados para o Rio de Janeiro em função da realização da primeira Olimpíada no País. E quem estiver na cidade-sede nesta quinta-feira (11) tem a oportunidade de experimentar alguns dos melhores vinhos brasileiros no Cheers for Brasil, evento que ocorre na Casa Brasil, com a presença das vinícolas Casa Valduga, Domno, Lidio Carraro, Goes, Salton e ViniBrasil. O objetivo do Brinde ao Brasil (em tradução livre) é levar informações e potencializar a formação da imagem dos vinhos no mercado e na mídia nacional e internacional, com degustações e informações sobre as particularidades do vinho brasileiro.

O Cheers for Brasil é promovido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

As degustações serão realizadas no Auditório da Casa Brasil, no Píer Mauá, no Centro do Rio de Janeiro,  das 14h às 19h. Mais de 300 pessoas devem prestigiar o evento. Além de jornalistas, deverão participar formadores de opinião, alunos de gastronomia, proprietários de bares, lojas de vinhos, distribuidores, restaurantes, casas de eventos, hotéis, consumidores, enófilos, membros de confrarias entre outros apreciadores e divulgadores de vinhos e espumantes.

O presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, destaca a presença da imprensa do mundo inteiro em função dos Jogos Rio 2016 como uma oportunidade única de mostrar a qualidade e a diversidade do vinho brasileiro. Scottá também cita o contato com o trade de um dos principais mercados consumidores de vinhos do País. “A degustação e experimentação dos nossos vinhos é o principal cartão de visitas dos produtos que elaboramos e que têm conquistado os consumidores mais exigentes do Brasil e do Exterior. Um evento que propõe essa experiência, e o contato com formadores de opinião e mercado deve ser valorizado”, diz.
 

A Casa Brasil nas Olimpíadas
A Casa Brasil vai reunir esporte, cultura, turismo e oportunidades de negócios. A Casa abriu na última quinta-feira (4) e é um espaço interativo com programação diária, diversificada e gratuita. É possível, por exemplo, vivenciar de perto as modalidades esportivas e até conhecer os medalhistas do Time Brasil. O espaço, que ficará aberto até o dia 18 de setembro, já foi usado como estratégia de promoção, atração de investidores e turistas para o Brasil nos maiores eventos esportivos do mundo, como na Copa do Mundo da África do Sul e nos Jogos Olímpicos de Londres e Pequim. Nos Jogos Rio 2016, a Casa Brasil traz um conceito inovador, rico em experiências sensoriais e tecnologias audiovisuais de ponta. O projeto arquitetônico envolvente leva o visitante a uma viagem pelas diferentes regiões do país. A estimativa de público é de 10 mil visitantes por dia.

Ao todo, serão 46 dias de atividades. Além das atrações permanentes, estão previstos shows e eventos culturais, programas de saúde e bem-estar, conferências internacionais, seminários e encontros de negócios. A estrutura conta com auditórios, lounge, varanda, palco e sala de imprensa. Há ainda espaço para degustações e experiências gastronômicas, que revelam o paladar brasileiro.

Serviço

Cheers for Brasil            
Quando: 11 de agosto – quinta-feira
Horário: das 14h às 19h
Onde: Auditório da Casa Brasil, no Píer Mauá. Av. Rodrigo Alves, nº 10, Centro, Rio de Janeiro.
Evento para convidados e imprensa. Mais informações no site www.cheersforbrasil.com.br

Assessoria de Imprensa Ibravin: www.ibravin.org.br

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Miolo é destaque em matéria da CNN sobre as melhores regiões vitivinícolas do mundo

Reconhecida como uma das mais importantes marcas de vinhos do Brasil, a Miolo celebra mais uma notável indicação internacional, desta vez em uma recente publicação do portal online da CNN, relevante canal norte-americano de notícias.

Na matéria ‘Bottle stops: 15 wine trails worth getting sidetracked on’, John Malathronas, renomado jornalista de turismo e viagens, aponta a Miolo como um dos destaques na elaboração de vinhos da região Sul do Brasil, além de apresentar as origens de uma trajetória pautada pela realização pioneira dos imigrantes italianos, que trouxeram as primeiras videiras e deram origem a uma das mais majestosas vinícolas do mundo.

A publicação também cita as paisagens e o clima das vinhas, que se concentram no charmoso Vale dos Vinhedos, onde os costumes brasileiros se mesclam à herança italiana celebrada em símbolos turísticos de grande significado afetivo como nos Museus, no passeio de Maria-Fumaça e em documentários que homenageiam a centenária influência da Itália no Brasil.

Para arrematar o elogio à Miolo, o jornalista avisa aos turistas do mundo todo que a recepção na vinícola é sempre realizada com o verdadeiro encanto de quem anseia apresentar ao público seus vinhos de altíssima qualidade e exalta: a visita é uma experiência degustativa elevada, inspiradora e primorosa.

“Mais uma vez, lemos com orgulho a uma menção que reafirma a crescente presença e consolidação do Grupo Miolo internacionalmente. É uma força motivadora para todos os integrantes dedicados e comprometidos com o reconhecimento de nossos produtos mundo afora”, comenta Adriano Miolo, superintendente do grupo.

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FONTE: Vinícola Miolo – http://www.miolo.com.br/noticias/miolo-e-destaque-em-materia-da-cnn-sobre-as-melhores-regioes-vitivinicolas-do-mundo/

Conheça a vinícola Guatambu Estância do Vinho

Uma lenta mudança de eixo começa a ocorrer no mundo do vinho brasileiro. Mais precisamente no extremo do estado do Rio Grande do Sul – o que mais produz uvas e vinhos do país. A tradição imposta pelos imigrantes italianos fez com que o maior número de vinícolas nacionais esteja localizada em cidades quase todas nas vizinhanças de Bento Gonçalves (Garibaldi e Flores da Cunha por exemplo), na Serra Gaúcha. No entanto, grandes áreas de produção existem na Campanha desde a década de 1970.

Em busca de novos terroirs, muitos produtores da serra cultivam vinhedos lá e como essa é uma terra distante, divisa com o Uruguai e a Argentina, para alguns ficou mais fácil construir novas vinícolas do que transportar as uvas até a Serra. Outros, contudo, lá mesmo surgiram, como a recém inaugurada Guatambu Estância do Vinho, em Dom Pedrito, cidade vizinha de Santana do Livramento.

A região da Campanha Gaúcha pertence ao bioma pampa, caracterizado por grandes extensões de terra e suaves colinas (coxilhas), pequenos charcos, extremos de temperatura e um dos solos geologicamente mais antigos de todo o estado.

Guatambu Estância do Vinho está localizada praticamente no meio da rodovia que segue paralela à divisa do Brasil com o Uruguai, a BR 293. Diferentemente das famílias da serra, os proprietários não são de descendência italiana e sim alemã, e são importantes pecuaristas e empreendedores rurais. O vinho como negócio chegou até eles há apenas 10 anos, quando a filha de Valter e Nara Pötter, Gabriela, então recém formada em Agronomia, resolveu “pedir” ao pai um pedaço de terra para plantar uvas viníferas. O que Gabriela conseguiu foi provar que aquele novo negócio poderia valer a pena.

As primeiras vinificações ocorreram na Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves, com a consultoria do enólogo Mauro Zanus, e a primeira produção comercial foi em 2008, com um Cabernet Sauvignon que é, até hoje, o carro-chefe da produção, até então terceirizada. No entanto, menos de dois anos depois, com os primeiros espumantes sendo feitos, os proprietários decidiram que era urgente construir uma vinícola, cujo projeto respeitasse as características culturais da região da Campanha, e não se tornasse uma intervenção na paisagem.

Integrando a paisagem

O arquiteto escolhido foi o gaúcho Celestino Rossi, que tem em seu curriculum outra bela vinícola, a Almaúnica, no Vale dos Vinhedos, e projetos em andamento nos estados de São Paulo e Santa Catarina. “Quando fui conhecer a estância Leões, a paisagem me inspirou e comecei a pensar que precisava usar a suave inclinação das coxilhas, o charco, o brilho dos espelhos d’água no projeto”, relembra Rossi.

O objetivo inicial era instalar a vinícola onde está a maior parte dos vinhedos. No entanto, como a fazenda Leões fica longe da rodovia principal, isso dificultaria o projeto enoturístico. Assim, um terreno à margem da estrada foi adquirido, com as características desejadas por todos (inclusive por Gabriela, que decidiu implantar ali mais uma parte dos vinhedos) e a construção começou em janeiro de 2010. “Desejava manter a imensidão do pampa na paisagem, por isso decidi fazer uma construção o mais horizontal possível, moderna, mas não hightech. Não queria um prédio que parecesse que tinha pousado de paraquedas na paisagem”, lembra o arquiteto.

Harmonizando estilo e funcionalidade

“Queríamos ter um espaço que fosse ao mesmo tempo belo, utilizando a luz natural e a paisagem plana, que fosse o mais sustentável possível e muito funcional para os objetivos que tínhamos em mente: produção, enoturismo e eventos”, explica Valter Pötter. A funcionalidade está presente na área produtiva, com todos os processos sendo conduzidos por gravidade, com a área de recebimento e processamento das uvas totalmente fechada e isolada para evitar contaminação, e todos os espaços obedecendo às (muitas) normas legais. Não é uma tarefa fácil, principalmente num local onde a mão-de -obra não está acostumada às grandes construções: “Alguns pedreiros e marceneiros se referiam à construção como um shopping center”, conta sorridente Pötter, sabendo que seu empreendimento é um grande marco na região.

Mas o arquiteto Celestino Rossi, acostumado às reformas e construções de vinícolas, atenta para um ponto importante, afirmando que logo após a qualificação do campo e dos vinhedos, a garantia de sobrevivência das vinícolas pequenas e médias está na otimização dos projetos industriais: “Gente muito boa em produto, que não fizer as reformas estruturais necessárias, não vai conseguir chegar longe apenas com a tradição. Serão derrubados pelas novas legislações”, afirma Rossi.

Dessa forma, as duas principais características da Guatambu se fundem: a função obedece a rígidos critérios industriais, longamente discutidos com os proprietários e os enólogos, para que os espaços sejam dinâmicos e eficazes, como o pé direito alto da sala de tanques, a profundidade da sala de barricas que preserva a temperatura baixa, e o isolamento da área de recebimento, passando pela sustentabilidade do empreendimento. Painéis solares na lateral do prédio geram toda a energia de que a vinícola necessita, enquanto cisternas coletam a água das chuvas para ser reutilizada, as janelas largas nas áreas comuns permitem a utilização da luz natural e os arcos na fachada oferecem proteção contra o potente vento minuano de inverno e no isolamento térmico do quente verão da Campanha.

Durante a construção um entrave foi encontrado, pois o solo da região absorve muita umidade em algumas partes e expande, o que ofereceu um desafio extra no momento da elaboração da cave subterrânea: “Precisamos utilizar painéis de concreto de 50 cm para a contenção do solo”, explica Rossi, que – por uma questão de sustentabilidade – utilizou estruturas pré-moldadas na construção de 3 mil m2, limitando a utilização da madeira e usou ecostone (argila expandida que imita pedra) nas fachadas e, mesmo com esses recursos, o custo da obra ultrapassou os R$ 6 milhões.

Amplitude

A vinícola segue um padrão espanhol de arquitetura, com as principais salas voltadas para pátios e jardins internos, que ficam aos fundos da propriedade e descortinam o pampa. As áreas voltadas para o enoturismo seguem um padrão rústico, mas aconchegante, com a utilização de cores fortes, texturas e elementos decorativos. Um bom exemplo é o salão central, de pé direito alto e enormes portas-balcão que se abrem para o paisagismo, que explora as belezas das plantas nativas e do estilo campeiro. “Precisávamos de um espaço grande para nossos eventos com os pecuaristas, por isso escolhemos ter esta grande sala como centro, mas com o aconchego da fazenda, com a enorme lareira, a parrilla em local de destaque e a visão do campo”, conta Valter Pötter.

Seminário: Uva: Novas Cultivares tolerantes a velhas doenças

A Embrapa Uva e Vinho promove no dia 03 de Agosto de 2016 o Seminário – Uva: Novas cultivares tolerantes a velhas doenças. O evento será realizado no Auditório da Embrapa Uva e Vinho (Rua Livramento, 515 – Bento Gonçalves, RS) e contará com palestras dos pesquisadores da Embrapa, Adeliano Cargnin e Patrícia Ritschel, além da presença do Diretor Técnico Eugenio Sartori, da Vivai Cooperativi Rauscedo da Itália.

 A seguir a programação completa: 

13h30 – Recepção e Abertura.

13h45 – Palestra: Avaliação de clones de variedades viníferas em áreas de Indicação Geográfica – Pesq. Adeliano Cargnin,

14h30 – Palestra: Programa de Melhoramento Genético da Uva – Pesq. Patrícia Ritschel, 

15h15 -Intervalo, 

15h30 – Novas Cultivares de V. vinifera tolerantes a doenças – Dir. Técnico Eugenio Sartori, 

17h – Encerramento. 

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail cnpuv.inscricoes@embrapa.br. Mais informações pelo telefone (54) 3455-8071.

Brinde ao sucesso: Ernani Garcia e Janaina Abreu comemoram os 10 anos da vinícola Abreu Garcia

Tão trabalhoso quanto apaixonante, o ofício de produzir vinhos encontrou campo e mentes férteis em Santa Catarina. De um lado, as terras de altitude da Serra, que guardam terreno e temperatura ideias para a vitinicultura, de outro, empreendedores dedicados em investir alto para extrair o melhor do nosso terroir. Entre eles, Ernani Garcia, 52 anos, e Janaina Abreu,42, alma e sobrenome da Abreu Garcia, de Campo Belo do Sul,vinícola que comemora uma década esse ano.

Da segunda onda de produtores de vinho catarinense, surgidos bem depois da produção iniciada pelos imigrantes italianos no Meio-Oeste Catarinense, o casal Ernani e Janaina, engrossa a tendência de donos de vinícolas com carreiras estruturadas, mas tão envolvidos pelo universo dos vinhos que conciliam as lidas do campo com suas profissões ou mesmo abriram mão delas. No caso dele, a oftalmologia é a prioridade – Ernani é o criador do Hospital de Olhos de Florianópolis, mas no caso de Janaina, a advocacia ficou em segundo plano em função da vinícola.

– Sou filho de comerciante do interior de Biguaçu. Meu pai distribuía bebidas na região e sempre manifestei o desejo de, além da Medicina, ter alguma atividade no campo. Iniciei com a pecuária de corte, gado Hereford, e há 10 anos começamos com a vitivinicultura. Ou seja: carne nobre e vinhos finos – conta ele, orgulhoso da produção.

Hoje, Janaina é quem se envolve na rotina da vinícola, cuidando das decisões tomadas diariamente no escritório da loja que a vinícola mantém no Centro de Florianópolis. Aos finais de semana, Ernani entra em cena, constantemente indo com a esposa e os filhos, Arthur, oito anos, e Manuela, quatro, até o interior de Campo Belo do Sul, na fazenda que além de gado, ovelhas e uvas guarda também um sítio arqueológico milenar, utilizado pelos indígenas para venerar e enterrar os seus antepassados, e uma capela de pedras, cenário requisitado para casamentos.

Além do prazer de ver o vinho evoluir a cada safra, já faturando alguns prêmios, outra grande satisfação do casal é receber turistas na vinícola, preparada com um espaço charmoso para refeições. É neste ambiente, com cara e clima de sala de casa, que os visitantes são recebidos como se fossem amigos da família Abreu Garcia. Os privilegiados experimentam rótulos saídos dos vinhedos do entorno: três espumantes, três vinhos brancos, dois tintos e um rosé. Na cave, mais um espumante e outro tinto, esse um Malbec, estão em fase final, desenvolvidos com a ajuda de Jean Pierre Rosier, tarimbado enólogo bem conhecido entre as vinícolas catarinenses.

– Uma das coisas que mais me chamou atenção nesses dez anos, foi a crescente associação do vinho com a saúde para o aumento da sobrevida. Assim, vi minhas duas principais atividades ainda mais unidas – comemora Ernani que, entre taças de Pinot, sonha com a aposentaria no campo.

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/sc/colunistas/whats-up/noticia/2016/07/brinde-ao-sucesso-ernani-garcia-e-janaina-abreu-comemoram-os-10-anos-da-vinicola-abreu-garcia-6683076.html