“Começamos elegendo o tripé vinho, arte e natureza”, diz vitivinicultor João Paulo Freitas

Entre as vinícolas de altitude da Serra catarinense, a mais próxima do litoral é a Thera, no município de Bom Retiro. O projeto de alto padrão do casal de empresários João Paulo e Linda Freitas e o filho Abner está se consolidando. Na Vindima 2019, que se encerra neste final de semana, teve ocupação de 100%. João Paulo falou com a coluna sobre o empreendimento e projetos.

Como é o projeto de enoturismo da vinícola Thera?

Os vinhedos da Vinícola Thera são oriundos da Villa Francioni, plantados em 2001 e 2003. Depois, a vinícola foi para São Joaquim. Fizemos um entendimento entre os irmãos. Eu saí da sociedade da Villa Francioni. Eu e minha esposa concebemos em 2013 um projeto que tem o vinho com pilar central, mas é um projeto de enoturismo. Conseguimos captar a atenção e criar um entendimento com o arquiteto Marco Casamonti, que foi o responsável pelo projeto da nova Vinícola Antinori, inaugurado em 2012 na Itália, que é super premiada. Fizemos um masterplan de gerações para a Thera. Começamos elegendo o tripé vinho, arte e natureza, em torno do qual estamos concebendo os equipamentos.

Que vinhos vocês estão priorizando?

Nosso primeiro passo foi rever as vocações da região. Direcionamos mais o projeto para vinhos brancos, espumantes, rosés e uma pequena parcela de tintos, que acabou crescendo um pouco de lá para cá em face da qualidade dos vinhos tintos que conseguimos atingir. No passado, tínhamos 24 hectares de vinhedos. Fruto dessa reavaliação, hoje temos oito hectares em produção e mais seis que foram reimplantações. Estamos com 14 hectares no total. É um projeto de vinícola boutique para 100 mil garrafas daqui a 10 anos. Hoje, estamos elaborando em torno de 40 mil garrafas, oito em produção e os seis começam a produzir lentamente ano que vem. Daqui a cinco anos teremos produção de 70 mil garrafas.

O que oferecem aos turistas?

De lá para cá, em cinco anos, colocamos de pé a operação dos vinhos. Fizemos a concepção de todo esse masterplan em dois anos e, ao mesmo tempo, criamos o Wine Bar, um espaço de gastronomia (que funciona aos finais de semana). Hoje temos um receptivo turístico com visitas aos vinhedos, informações sobre a trajetória da família e uma pousada. Esta pousada nós iniciamos em novembro. Era para ser um pouco mais para frente, mas em face da demanda do Wine Bar, antecipamos o projeto. Utilizamos algumas instalações existentes e fizemos oito suítes. Tínhamos pequenas casas para técnicos e reconfiguramos para serem as suítes da pousada. São oito suítes. Também reconfiguramos uma garagem para ser o espaço de convivência para os hóspedes.

Como é o projeto em implantação?

Teremos um parque temático a céu aberto, trilha temática das águas e dos vinhedos, a própria vinícola, equipamento equestre, espaço de eventos, a pousada, um hotel com clima mais romântico e até uma pequena vila, que é um polo de animação de comércio gastronômico, tendas, lojas, empório, igrejinha e um condomínio residencial que vai dar suporte a toda essa construção.

E o condomínio residencial?

Estamos fazendo o processo de licenciamento para o condomínio residencial. Ele contará com 85 lotes de 1.500 a 3 mil metros de área. Fizemos uma parceria com um arquiteto de São Paulo que tem um conceito novo de construção. Utilizando materiais e habilidades locais como madeiras e pedras, concreto em pequena escala e teto vivo, ele tem um sistema de construção modular que permite fazer as casas com alto desempenho de conforto, sustentabilidade e de uma expressão estética bacana. Eles conseguem fazer em alta velocidade. Então os clientes podem adquirir a casa mobiliada, a critério deles. Por outro lado, podemos oferecer aos condôminos um serviço de hotelaria. O proprietário deixa o imóvel num pool que pode ser locado para hóspedes. É um conceito bastante contemporâneo.

A vinícola também oferece eventos. O que já realizaram?

Estamos oferecendo eventos maiores ou menores. Fazemos com toda dedicação. Já realizamos um casamento para 150 pessoas e outro para cinco pessoas. Este menor foi para pessoas que vieram do exterior. Fazemos também eventos corporativos, aniversários. O nosso desejo é colocar em prática o nosso tripé vinho, arte e natureza. Por isso estamos organizando 14 mini eventos com foco em arte. A ideia é fazer uma festividade anual de vinho, arte e natureza da Fazenda Bom Retiro, integrando várias manifestações artísticas.

Vocês vão fazer a vinícola para elaboração de vinhos na Fazenda Bom Retiro?

Por enquanto, estamos elaborando nossos vinhos pela nossa equipe na vinícola Villa Francioni. A ideia, sob o ponto de vista empresarial, é que o condomínio residencial dê suporte aos outros equipamentos. Estamos focados agora em concluir as licenças para os lotes. Estamos iniciando a venda de cotas para investidores que podem se transformar na aquisição de residência. A ideia é que isso gere recurso para fazer a vinícola que, na nossa visão de longo prazo, o ideal é que ela estivesse pronta daqui a cinco anos, para haver um casamento com vinhedos que plantamos e terão produção plena em cinco anos.

E os visitantes vêm de onde?

Recebemos pessoas de diversas regiões do Brasil. No caso do Wine Bar, recebemos mais moradores de municípios da Serra e da região de Florianópolis. Os que vêm têm curtido muito e trazido mais gente.

Fonte: https://www.nsctotal.com.br/colunistas/estela-benetti/comecamos-elegendo-o-tripe-vinho-arte-e-natureza-diz-vitivinicultor-joao

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Uva e vinho batem recorde em SC

UVA E VINHO: RECORDE ESTE ANO EM SANTA CATARINA

Encerra-se neste fim de semana a 6ª Vindima, evento que reúne vinícolas em São Joaquim e das regiões de vinhos de altitude. Novas visitas com degustação para convidados e jornalistas acontecem amanhã nas vinícolas Villa Francioni, Leone di Venezia, Monte Agudo e D’Alture. Um almoço com palestra está previsto para o Espaço Gourmet da Vinícola Monte Agudo.

A produção neste ano bateu recorde, com um milhão de toneladas de uva. A fabricação de vinhos também é recordista, com mais de um milhão de garrafas. A nova edição da Vindima aconteceu durante todo o mês de março com várias atividades na região serrana.

O presidente da comissão, Acari Amorim, destacou que em 2019 o Estado comemora 20 anos do primeiro plantio de uvas. Aconteceu na Vinícola Quinta da Neve, com as uvas Pinot Noir, Chardonay, Cabernet Sauvignon, além da experiências com 16 outros tipos de uvas. A italiana Montepulciano é novidade da Quinta da Neve, e hoje o novo sucesso na produção de vinhos de altitude. Neste ano, os organizadores fizeram a abertura em praça pública, objetivando maior participação da comunidade durante as festividades.

Santa Catarina conta hoje com 22 vinícolas em São Joaquim e 35 nas regiões dos vinhos de altitude, incluindo Água Doce, Bom Retiro e Campo Belo do Sul.

Na Vinicola Monte Agudo está ocorrendo a colheita da uva cabernet sauvignon, que os visitantes podem testemunhar.
A programação inclui almoços e jantares harmonizados e pique niques familiares.
Criada pelo médico Leônidas Ferraz, é administrada pelos três filhos, numa bela paisagem de araucárias, lagos e pássaros locais.

RECEITA DE CLERICOT

Frutas picadas a gosto (sugestão: 1 laranja, 1 maçã, 1 pera, ½ abacaxi, 1 kiwi, 5 uvas, 5 morangos)
• Gelo em cubos
• Açúcar a gosto (sugestão 4 colheres de sopa)
• 1 garrafa (750 ml) de vinho branco ou espumante
• 1 dose de destilado ou licor (sugestão: vermute, Cognac, licor de laranja ou cereja)
• Água com gás (ou soda limonada) a gosto
Heresia para alguns (misturar tantas coisas no vinho), o Clericot, assim como a sangria (cuja principal variação é ser feita com vinho tinto e não com branco), é uma das maneiras de tornar o vinho uma bebida mais refrescante em época de intenso calor. Não à toa, é um dos drinques mais servidos em quiosques de praias e piscinas.
nome é de origem francesa (pronuncia-se clericô), mas há quem diga que tenha surgido na Índia na época da dominação inglesa – e teria sido feito por ingleses para aplacar o calor. Hoje, o Clericot é famoso na Argentina e especialmente no Uruguai. No entanto, já rompeu fronteiras e está presente em diversos lugares, cada um com uma receita diferente. A base comum, contudo, parece ser sempre algum vinho branco.

Fonte; https://revistaadega.uol.com.br/artigo/aprenda-fazer-um-dos-drinques-mais-famosos-com-vinho_11279.html

Pela primeira vez produtor nacional é a marca número 1 no Brasil pela pesquisa Global Wine Brand Power

mercado brasileiro de vinhos finos é dominado pelos vinhos estrangeiros mas neste ano a vinícola brasileira Salton alcançou a posição número 1 na pesquisaGlobal Wine Power Brand em 2019.

A pesquisa ranqueia o poder das marcas de vinho nos principais mercados consumidores no mundo, ajudando a traduzir o valor intangível delas junto ao consumidor.

Salton subiu uma posição no ranking em relação ao ano passado e esta é a primeira vez que uma marca nacional lidera o ranking.

O estudo realizado pela Wine Inteligence leva em consideração a porcentagem de bebedores de vinho que ouviram falar de cada marca (quando mostrada uma lista de nomes de marcas com logotipos), a porcentagem que comprou ou considera comprar cada uma nos últimos/próximos 3 meses e a porcentagem de quem tem conhecimento de cada marca e a recomendaria para outros consumidores. No Brasil, a amostra foi de mil consumidores regulares de vinho, nas principais capitais do país, entre 18 e 64 anos, refletindo os hábitos e comportamentos dos consumidores regulares de vinho no país, estimados em 32 milhões de pessoas.

Fundada em 1878 e sediada na Serra Gaúcha a Vinícola Salton produz vinhos e espumantes e passou por uma verdadeira revolução na última década.

Fonte: https://revistaadega.uol.com.br/artigo/pela-primeira-vez-produtor-nacional-e-marca-numero-1-no-brasil-pela-pesquisa-global-wine-brand-power_11650.html

Nota de Degustação: Pericó Equação 2014

Um vinho safra 2014, elaborado com a variedade Cabernet Sauvignon.Coloração muito intensa, notas rubi puxando para um granada.Se fosse uma degustação as cegas, certamente muitos acertariam a origem do vinho!!! A altitude Catarinense, especificamente sendo um Cabernet Sauvignon.Um início de aromas mais fechados, precisando respirar para liberar os aromas, com destaque para o herbáceo, couro, tabaco, especiarias, cereja e amora em um segundo plano.Em boca é potente, estruturado e persistente, evidenciando uma sobrecarga do carvalho. Retrogosto predominam o vegetal (típico da Cabernet cultivada em altitude), especiarias e um leve frutado.Um bom vinho!

Vinícolas brasileiras negociam US$ 2 milhões em feira na Alemanha

Os mais de 500 atendimentos feitos pelas 11 vinícolas brasileiras com compradores de 20 países, no estande coletivo do Wines of Brasil, durante os três dias de ProWein – encerrada ontem (19) –, em Düsseldorf, na Alemanha, podem resultar em US$ 2 milhões em negócios nos próximos 12 meses. A projeção é cerca de 25% superior à edição anterior, realizada em 2018. A presença brasileira na principal feira de vinhos do mundo foi viabilizada pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com o apoio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo do Rio Grande do Sul (Sedetur/RS).

Na 15ª participação consecutiva do Wines of Brasil no evento, o país apresentou o novo posicionamento setorial, ‘A Sparkling New World’ (Espumantes do Novo Mundo, em tradução livre), apostando na promoção exclusiva das borbulhas verde-amarelas. Neste ano, no estande coletivo estavam presentes as vinícolas Aurora, Bueno Wines, Casa Perini, Casa Valduga, Garibaldi, Lidio Carraro, Miolo, Peterlongo, Pizzato, Salton e Zanlorenzi.

Diego Bertolini, gerente de Promoção do Ibravin, acredita que, além de auxiliar na prospecção de negócios, a feira validou a nova estratégia setorial, o que pôde ser percebido na procura maior dos importadores da Europa, Ásia e Américas pelas borbulhas brasileiras. O interesse também foi observado com a presença de duas Master of Wine e das principais revistas especializadas internacionais, que estavam buscando mais informações sobre o setor e querendo conhecer mais rótulos.

“Estamos muito confiantes que em um médio prazo consolidaremos o Brasil também como referência na produção da bebida no Hemisfério Sul junto ao consumidor final. Neste momento, os esforços estão voltados ao trade, onde além de qualidade, o custo-benefício da bebida vai atraindo os importadores dos países-alvo do projeto”, explica Bertolini, referindo-se a Estados Unidos, Reino Unido e China.

Segundo as vinícolas participantes, o que mais despertou o interesse dos visitantes ao estande foi a qualidade e a diversidade de estilos dos espumantes nacionais, que vão desde o Moscatel ao Nature, e também os diferentes métodos de elaboração, do Asti, passando pelo Charmat até o Champenoise.

“Foi mais um ano muito importante, com um trabalho coletivo fantástico. Conseguimos fechar alguns negócios, prospectamos vários outros. É notório que a cada ano que passa o Brasil fica mais reconhecido. As pessoas que não conhecem nossos produtos, quando provam, se impressionam. Estamos no rumo certo para sermos conhecidos mundialmente”, chancela Cleverson Koltz, diretor administrativo de uma cooperativa vinícola de Bento Gonçalves.

Anderson Tirloni, gerente de exportação de uma empresa do Vale dos Vinhedos que participa do evento desde a primeira edição, concorda com Koltz: “A cada ano somos mais vistos e lembrados. Percebemos que o espumante brasileiro está despertando bastante interesse no consumidor europeu, asiático e americano. O Brasil tem um brilhante futuro, e o espumante também vai puxar o crescimento de outros produtos vinícolas. Fizemos muitos contatos com boas expectativas de fechar negócios. Em todos os anos que participamos, esta foi uma das feiras mais movimentadas em que já estivemos”.

Participando pela primeira vez da ProWein, Salomão Szafir, diretor de exportação de uma vinícola da Campanha Gaúcha, avaliou positivamente a estreia da empresa no evento: “ A feira foi espetacular. Teve muita gente interessada, mostrando que o Brasil cresceu muito em conceito”.

Países visitantes
Além de compradores dos países-alvo do projeto – Estados Unidos, Reino Unido e China – o estande coletivo do Wines of Brasil recebeu visitantes da Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Israel, Itália, México, Nigéria, Polônia, Rússia, Suíça e Ucrânia.

Missão técnica
Nesta quarta-feira (20), após a participação na ProWein, um grupo de 12 pessoas, de cinco vinícolas brasileiras, viajou para uma missão técnica na Itália, na região Franciacorta. Até sábado (23), integrantes do Wines of Brasil e das empresas Aurora, Casa Perini, Casa Valduga, Pizzato e Salton farão visitas em vinícolas e empreendimentos turísticos. O objetivo é aprimorar os métodos de elaboração dos espumantes pelo método Champenoise e ampliar o conhecimento do mercado local.

Sobre o Wines of Brasil
Criado em 2002, o Wines of Brasil é uma iniciativa de promoção comercial dos vinhos e espumantes brasileiros no mercado externo, desenvolvido entre o Ibravin e a Apex-Brasil. O projeto conta atualmente com a participação de 45 vinícolas e tem como mercados-alvo os Estados Unidos, Reino Unido e China. Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram à iniciativa conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos e ao trabalho setorial de consolidação da imagem dos rótulos nacionais no Exterior. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com e www.ibravin.org.br.

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