INPI recebe pedido de Indicação Geográfica dos Vinhos Finos da Campanha Gaúcha

Depois de um trabalho de mais de cinco anos, envolvendo diversas entidades (veja lista completa abaixo), a Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha protocolou na última quinta-feira (14) o pedido de reconhecimento da Indicação de Procedência (IP) para os vinhos finos da região, no escritório do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em Porto Alegre (RS). Os vinhos finos tranquilos e espumantes serão os produtos autorizados a receberem o selo da IP, cujos vinhedos são cultivados em espaldeiras.

“A Indicação de Procedência será um marco para a região. Ela vai trazer um selo de qualidade aos nossos produtos e muito mais do que isso. Hoje temos todo um conjunto de informações da vitivinicultura da região que poderão auxiliar o produtor na tomada de decisão”, avaliou o presidente da Associação, René Ormazabal Moura, que, em conjunto com os produtores Júlio Gostisa e Victória Zara Mércia, estiveram presentes na entrega da documentação para protocolar o pedido de registro.

“A originalidade destes vinhos amplia e valoriza a qualidade e a diversidade da vitivinicultura brasileira”, complementou Jorge Tonietto, que coordenou os trabalhos de estruturação da IP atendendo a demanda da Associação de Produtores dos Vinhos da Campanha Gaúcha. Ele comenta que esta é a primeira Indicação Geográfica de vinhos finos brasileira a ser reconhecida fora da tradicional região produtora da Serra Gaúcha.

Com uma vitivinicultura jovem, a produção na Campanha Gaúcha teve início a partir dos investimentos da Almadén nos anos 1970, que estabeleceu o maior vinhedo contínuo da América do Sul. Tonietto comenta que esta é a região que apresenta o clima mais quente dentre os polos vitícolas do Sul do país, com chuvas bem distribuídas e boa insolação. A região também apresenta áreas de planície com encostas de baixa declividade, facilitando o uso da mecanização nos vinhedos. Atualmente, a Campanha Gaúcha conta com mais de 1.500 hectares de vinhedos e diversas vinícolas elaborando vinhos finos de qualidade.

A solicitação do reconhecimento da Indicação de Procedência no INPI ocorre com a entrega de um completo dossiê técnico que foi elaborado ao longo de cinco anos por uma equipe interdisciplinar de diferentes instituições, com a coordenação da Embrapa Uva e Vinho (veja abaixo). A documentação inclui, dentre outros, a delimitação da área geográfica de IP, o Regulamento de Uso para os vinhos da IP, o plano de controle dos produtos, a caracterização geográfica – incluindo a geologia, o solo, o relevo e o clima –, a viticultura e as vinícolas produtoras, as características dos vinhos, os processos de produção vitícolas e enológicos, além do descritivo histórico e do renome da região.

A expectativa da Associação de Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha é que o reconhecimento seja publicado ao longo de 2018. “O consumidor já conhece os vinhos da Campanha Gaúcha, mas quando começa a ter produtos os certificados, as premiações, começa a aumentar a visibilidade, e é isso o que o consumidor quer”, concluiu Moura.

Além do presidente da Associação, René Ormazabal Moura, também participam da entrega integrantes do projeto que estruturou a Indicação de Procedência – Jorge Tonietto e Samar V. da Silveira (Embrapa Uva e Vinho); José Fernando Protas (Recivitis), que financiou o projeto; a advogada Kelly Lissandra Bruch do escritório que organizou a documentação do pedido; os produtores Julio Gostisa  (Vinhedo Routhier & Darricarrère), Victória Zara Mércio e Thomaz Mércio (Vinícola Estância Paraíso); e Julieta Macedo, chefe substituta do escritório regional do INPI no Rio Grande do Sul, que recebeu o pedido de registro da IP.

Sobre o Projeto        
O projeto da Indicação de Procedência da Campanha Gaúcha foi operacionalizado a partir de convênio com as seguintes entidades: Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário Edmundo Gastal (FAPEG) e Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC) – Redes de Inovação. O projeto está organizado em cinco Grupos Temáticos: Indicação Geográfica (IG); Viticultura e Fitotecnia; Enologia; Solos e Instalação; Zoneamento de Potencial e Riscos Climáticos; e Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e foi apropriado no Macroprograma 2 da Embrapa, “Desenvolvimento da Indicação de Procedência Campanha para vinhos finos e espumantes”.

Instituições envolvidas       
O projeto da IP Campanha Gaúcha é coordenado pela Embrapa Uva e Vinho e contou com a participação da Embrapa Clima Temperado, Embrapa Pecuária Sul, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), EPAGRI, Unipampa, Universidade Federal de Santa Maria, Associação de Produtores Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Fapeg e Sibratec/Finep/MCTI – Recivitis – Rede de Centros de Inovação em Vitivinicultura.

Vinícolas integrantes da Associação de Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha         
Batalha Vinhas & Vinhos
Bodega Sossego
Bueno Wines
Cooperativa Vinícola Nova Aliança
Cordilheira de Sant’Ana
Dunamis Vinhos e Vinhedos
Estância Paraizo
Guatambu Estância do Vinho
Rigo Vinhedos e Olivais – Vinhos Dom Pedrito
Routhier & Darricarrère
Seival Estate
Vinícola Almadén
Vinícola Campos de Cima
Vinícola Peruzzo
Vinícola Salton
Vinícola Vinhetica

Equipe do Projeto no campo temático da Indicação Geográfica
Embrapa Uva e Vinho:
 Celito Crivellaro Guerra, Henrique Pessoa dos Santos, Joelsio José Lazzarotto, Jorge Tonietto (coordenador das atividades do Grupo Temático da IP Campanha Gaúcha no projeto), José Fernando da Silva Protas (coordenador da Recivitis), Loiva Maria Ribeiro de Mello, Mauro Celso Zanus, Rosemary Hoff e Samar Velho da Silveira (coordenador geral do projeto).
Universidade de Caxias do Sul (UCS): Ivanira Falcade (coordenadora institucional).
Embrapa Clima Temperado: Carlos Alberto Flores (coordenador institucional).
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS):  Cláudia Alcaraz Zini, Eliana Casco Sarmento, Eliseu José Weber e Heinrich Hasenack (coordenador institucional).
Membros do Grupo de Trabalho (GT) do Regulamento de Uso da IP Campanha Gaúcha: Adriano Miolo, Anthony Darricarriére, Edvard Theil Kohn, Gilberto Simonaggio, Fabricio Domingues, Giovâni Silveira Peres (coordenador pela Vinhos da Campanha), Leonel Caliari, Pablo Martins, Pedro Candelária, Tauê Bozzetto E. Ham e Vanessa Medin (da Vinhos da Campanha), Celito Crivellaro Guerra, Jorge Tonietto (coordenador geral do GT) e Mauro Celso Zanus (Embrapa Uva e Vinho), Ivanira Falcade (UCS), Kelly Lisandra Bruch (Ibravin), Renata Zocche, Rodrigo Lisboa e Suziane Jacobs, da Unipampa, E Jaime Milan (assessoria).

inpi
Assessoria de imprensa Embrapa Uva e Vinho 
Viviane Zanella e Maria Francisca Canovas de Moura   
uva-e-vinho.imprensa@embrapa.br

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Governo Federal define preço mínimo da uva em R$ 0,92

O Governo Federal definiu o preço mínimo a ser pago para a uva industrial na safra 2017/2018 em R$ 0,92. O valor é referente à variedade Isabel de 15 graus Babo e foi estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional e publicado no Diário Oficial da União na última sexta-feira (8) por meio da portaria 2646, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O índice é valido para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país e estará em vigência de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018.

Assessoria de Imprensa Ibravin: www.ibravin.org.br

Qualificação da produção, remuneração adequada e gargalos da comercialização norteiam audiência pública do setor vitivinícola

A necessidade de implantação de parâmetros de produção de qualidade e remuneração adequada às condições da matéria-prima cultivada permeou os pronunciamentos e debates ocorridos durante a audiência pública conjunta das frentes parlamentares federal e estadual de apoio à cadeia produtiva vitivinícola, realizada nessa sexta-feira (8), em Bento Gonçalves. A reunião de trabalho ocorreu durante a 2a Feira de Tecnologia para a Viticultura (Tecnovitis) e contou com a presença de, aproximadamente, 110 produtores rurais, profissionais da área, parlamentares e dirigentes de entidades representativas do setor da uva e do Vinho da região.

O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, José Fernando da Silva Protas, fez uma explanação da situação atual da produção brasileira de uva e seu impacto na produção e comercialização de vinhos. “Estamos há muito tempo discutindo as relações entre os produtores de uva e do vinho e uma infinidade de temas pertinentes ao setor, mas a cadeia produtiva ainda se encontra em uma situação ainda não considerada desejável.  O setor precisa de uma política própria pois, dentro da realidade do agronegócio brasileiro, tem características de produção e logística que o tornam diferente”, ponderou Protas.

O presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, concordou com as manifestações do dirigentes que representam os produtores sobre o preço pago pela uva, mas ponderou que é preciso analisar as condições da indústria no contexto atual. “Estamos verificando um aumento das importações em patamares históricos e que tem dificultado as vendas de vinho brasileiro. É preciso remunerar melhor o produtor mas também compreender as dificuldades da indústria”, reiterou.

As entidades e as frentes participantes da audiência formularam uma carta elencando os principais temas debatidos, considerados de grande relevância atual para o desenvolvimento da cadeia produtiva. Entre os tópicos do documento (em anexo) constam a remuneração ao viticultor adequada à qualidade da uva entregue, fomento à utilização de tecnologia para produção de matéria-prima e produtos derivados da uva, suporte à pesquisa de clones de variedades que compõem a base produtiva regional, financiamento (antigo Empréstimos do Governo Federal – EGF) com juros controlados, preço mínimo da uva condizente aos custos de produção, qualificação da gestão das propriedades rurais, implantação do Modervitis e ampliação de recursos para projetos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

 

Promoção internacional do enoturismo

Aa assinatura de um Termo de Intenções entre o Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur) e o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) para a promoção do enoturismo nas ações e eventos internacionais nos países de interesse comercial considerado estratégico para o Brasil deu início à audiência pública das frentes parlamentares.

O documento foi assinado pelo presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, e o  assessor Sergio Flores de Albuquerque, representando o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz. O dirigente, que participava da 19º Reunião de Ministros de Turismo do Mercosul, em Maceió (AL), gravou uma mensagem em vídeo exibida em telão, celebrando o convênio e se comprometendo a auxiliar no impulsionamento da atividade.  “Estaremos construindo uma agenda que leve ao mundo os esforços dos setores de vinhos e frutas brasileiras para o Exterior e, com isso, leve a marca das regiões produtoras, com sua qualidade e seus produtos. A Embratur está junto com esse projeto em cada passo que ele andar”, declarou Lummertz.

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FONTE: http://www.ibravin.org.br/Noticia/qualificacao-da-producao-remuneracao-adequada-e-gargalos-da-comercializacao-norteiam-audiencia-publica-do-setor-vitivinicola/325

 

ABS-RS forma quarta turma de Sommeliers profissionais

A Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS) formou mais 34 profissionais. Com isso, o curso que é feito em parceria com a ABS-SP, chegou aos 137 formandos. “Interessante ressaltar que a grande parte dos alunos vem de fora do Rio Grande do Sul pelo fato da formação ser feita dentro das vinícolas. Esse é o nosso grande diferencial”, afirma Andreia Gentilini Milan, presidente da ABS-RS. A formatura foi feita no Spa do Vinho, no sábado (6), local que também é sede da ABS-RS no Estado. Pela primeira vez foi formada uma comissão de formatura e os próprios alunos organizaram a festa. Durante a cerimônia também foram conhecidos os dois melhores alunos da turma. A melhor nota foi obtida por Karla Faccio, enquanto Cássio Arthur Wollmann foi o responsável por descrever melhor um vinho tinto degustado às cegas nas três provas.

Uma das novidades desta turma 4 foi que as aulas de um módulo inteiro foram, pela primeira vez, dadas pelos professores da ABS-RS. “Também tivemos a estreia de uma atividade extra, focada em Vinhos do Brasil, em parceria com o Instituto Brasileiro do Vinho”, comenta o vice-presidente, Orestes de Andrade Jr. “O mergulho na produção brasileira de vinhos foi aprovada pelos alunos e seguirá nas próximas turmas”, adianta Orestes Jr. A entidade conta com seis sócios apoiadores: Aurora, Don Guerino, Petronius, Porto a Porto, Miolo e Domno. Ainda apoiaram a realização do curso as seguintes empresas –Garibaldi, Perini, Dal Pizzol, Chandon, Vinhos & Vinhos, Sommelier Vinhos, Don Giovanni, Decanter e Amazon Group.

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FONTE:

Taís Dihl
.Doc Assessoria de Comunicação

Villa Francioni marca presença no III Seminário de Enologia e Turismo do IFSC

Na última sexta-feira (1), representantes da Villa Francioni participaram do III Seminário de Enologia e Turismo, em Urupema na Serra Catarinense. O evento que teve como tema deste ano “Vinho e Aventura” reuniu especialistas nacionais e empresários para apresentações e debates sobre os desafios do mercado em Santa Catarina.

Realizado pelo IFSC, o Seminário busca promover a troca de experiências entres os profissionais, estreitando a relação com o setor e fortalecendo os arranjos produtivos, sociais e culturais, com ênfase no desenvolvimento socioeconômico da região.

O Seminário abordou tanto a parte produtiva de vinhos, como o uso do produto no desenvolvimento do turismo de uma região, com a apresentação de palestras como: Orion Parque Tecnológico da Serra Catarinense, Aplicativo Rota das Vinícolas Catarinenses, Ecoturismo na Serra Catarinense, Case Circuito dos vinhedos um evento além do enoturismo, O enoturismo na Serra Catarinense, Potencialidades para o desenvolvimento do enoturismo, e uma mesa redonda sobre como o turismo do vinho pode estar associado à aventura.

FONTE: http://www.villafrancioni.com.br/villa-francioni-marca-presenca-no-iii-seminario-de-enologia-e-turismo-do-ifsc/