ABS-RS promove roteiro enogastronômico pelo Chile

Uma imersão ao mundo de Baco do Chile. Uma viagem de conhecimento e experiências sensoriais. Assim foi o tour enogastronômico promovido pela secção gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS) ao Chile. O roteiro, ocorrido entre os dias 14 e 19 de novembro, tinha a proposta de proporcionar conhecimento dos vinhos e terroirs chilenos pelos profissionais do Brasil. Ao todo,  foram 18 participantes, entre Sommeliers, estudantes de vinhos e diretores da ABS-RS.

No roteiro, a Casa Marina (San Antonio), o Haras de Pirque (Alto Maipo), Santa Rita (Maipo), a Vinã Vik (Cachapoal) e a Viña Montes (Colchagua). Um dos pontos altos do roteiro foi a aula exclusiva promovida pelo Wines of Chile, realizada na sede da instituição, a cargo de Angelica Valenzuela, diretora comercial do WoC;  e Ricardo Grellet, diretor acadêmico da Escola de Sommeleir do Chile. “Tivemos a oportunidade de ter uma grande aula, com degustação dos vinhos chilenos. Uma experiência de estudos e de atualizações mercado” , destacou o diretor de Marketing Marcelo Vargas.

Outro destaque foi a visita na Viña Vik, com recepção do Executivo Sommelier  Héctor Moya. No local, aula sobre o terroir e cortes, degustação dos vinhos nas barricas e almoço harmonizado. “O vinhedo encarna a fusão perfeita entre homem, experiência, terra, clima e alta tecnologia”, observa a presidente da ABS-RS, Andreia Gentilini Milan.

Outras atrações foram a visita na Viña Montes, com vinhos ícones e tradição de fazer o primeiro grande vinho chileno nos anos 1980; e a visita na Viña Santa Rita, com ida até o Museu Andino, além de degustação privada no Hotel Casa Real do ano 1885. “Foi um roteiro inesquecível, com muito conhecimento e experiências sensoriais para o grupo” , acrescenta Andreia.

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Taís Dihl

.Doc Assessoria de Comunicação

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Grande Prova Vinhos do Brasil premia vinícolas em 31 categorias

Empresas receberam as distinções nesta quinta-feira (23) em cerimônia para convidados em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. Degustações ocorreram em setembro, no Rio de Janeiro

Os vencedores da Grande Prova Vinhos do Brasil foram premiados nesta quinta-feira (23), em uma cerimônia em Flores da Cunha (RS). Trinta e quatro rótulos receberam medalha de ouro em 31 categorias, sendo que em três modalidades houve empate. A sexta edição do concurso teve o apoio do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

Os produtos foram degustados às cegas por 23 jurados do Brasil e do exterior, entre os dias 23 e 26 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ). Oitocentas e vinte e sete amostras, de 125 vinícolas, foram provadas. Os vinhos, espumantes e sucos de uva eram dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia.

“O consumidor tem no resultado uma ótima referência para o seu dia a dia. Importante destacar que os campeões saíram de finais extremamente concorridas, ou seja, temos grandes vinhos lado a lado” afirma Sergio Queiroz, um dos organizadores da Grande Prova Vinhos do Brasil. “Todos os participantes estarão na versão digital do Anuário Vinhos do Brasil 2018. No guia, o internauta poderá navegar nas regiões, nas Indicações Geográficas e Denominações de Origem e até mesmo pelas vinícolas”, antecipa.

O júri, comandado por Marcelo Copello, contou com grandes especialistas. Eugenio Lira, presidente da Associação de Enólogos do Chile, foi um dos convidados especiais. “Foi uma honra participar das degustações. O Brasil está no bom caminho em termos de produção de vinhos excelentes. Toda vez que venho ao Brasil para saborear seus vinhos, posso ver um claro avanço, o bom trabalho que os produtores, vinicultores e vinícolas estão fazendo”, aponta Lira.

Além da cerimônia em Flores da Cunha, a Grande Prova Vinhos do Brasil promoverá no Rio de Janeiro o Excelência Brasil, um evento aberto ao público com os produtos premiados. O encontro será de 8 a 10 de dezembro, no Mercado de Produtores, no Uptown Barra. O público poderá provar e adquirir os 34 rótulos-campeões. No primeiro dia da inciativa, haverá uma master class com degustação comentada exclusiva à imprensa.

Anuário de Vinhos do Brasil           
O resultado consolidado de todas as categorias será publicado no Anuário Vinhos do Brasil 2018, junto com o panorama do setor, tradicionalmente divulgado no início do ano. A nova edição apresentada em versão digital facilitará a consulta pelos consumidores, que poderão acessar as informações através do celular, tablet e computador.

Jurados
Vinte e três jurados foram os responsáveis por avaliarem as 827 amostras inscritas. O júri foi composto por profissionais da área, como enólogos, sommeliers, jornalistas, professores, gerentes da alimentação e bebida (A&B). Foram degustadores desta edição do concurso: Marcelo Copello (Grupo Baco Multimídia); Sergio Queiroz (Grupo Baco Multimídia); Eugenio Lira (presidente da Associação de Enólogos do Chile);  Danio Braga (chef e sommelier, fundador da ABS); José Luiz Pagliari (professor do SENAC-SP e diretor da SBAV-SP);  Luiz Cola (enófilo e editor do blog Vinho e Mais Vinhos); Ricardo Farias (diretor da ABS-Rio); Celio Alzer (professor da ABS-Rio); Maria Helena Tahuata (vice-presidente da ABS-Rio); Homero Sodré (consultor de vinhos); Jocelyn Sodré (professora de vinhos da Universidade Estácio de Sá); Roberto Rodrigues (diretor da ABS- Rio); Ramon Justino (sommelier); Wallace Neves (sommelier); João Pedro Lamonica (sommelier); Giancarlo Pochettino (gerente de A&B da rede Windsor); Marcelo dos Santos (sommelier do Mr. Lam); Rodrigo Moura (sommelier e diretor da ABS-Rio); Joseph Morgan (diretor da ABS-Rio); Paulo Decat (diretor da ABS-Rio); Raphael Zanon (sommelier do Satyricon); Eduardo Ferreira (sommelier da rede Fasano); e Gabriela Poletto (enóloga e diretora do Ibravin).

Conheça os vencedores em cada categoria:
Espumante Brut Branco Champenoise: Espumante Cave Geisse Brut
Espumante Brut Branco Charmat: Espumante Casa Galiotto Brut
Espumante Brut Rosé Champenoise: Espumante Casa Valduga Arte Brut Rosé
Espumante Brut Rosé Charmat: Espumante Dunamis Ar Brut Rosé e Espumante Cave del Veneto Brut Rosé, Adega Chesini
Espumante Extra-Brut, Nature Branco: Espumante Victoria Geisse Extra Brut 2017
Espumante Extra-Brut, Nature Rosé: Espumante Victoria Geisse Extra Brut Rosé 2016
Espumante Prosecco/Glera: Espumante X Decima Prosecco
Espumante Moscatel Branco: Espumante Giaretta Moscatel
Espumante Demi-Sec Branco: Espumante Casa Perini ICE Demi-Sec
Espumante Moscatel e Demi-Sec Rosé: Espumante Monte Paschoal Moscatel
Branco Chardonnay: Pizzato Legno Chardonnay 2016
Branco Sauvignon Blanc: Dom Pedrito Obelisco Sauvignon Blanc 2016
Branco Gewurztraminer: RAR Collezione Gewurztraminer 2011
Branco Riesling: Aurora Varietal Riesling Itálico 2017
Branco Moscato: Monte Paschoal Moscato Frisante
Branco de Outras Castas e Cortes: Miolo Quinta do Seival Alvarinho 2016
Rosé: Cattacini La Sagrada Familia 2017
Tinto Cabernet Sauvignon: Angustifólia Cabernet Sauvignon 2012 e Panizzon Celebrando Gerações Cabernet Sauvignon 2015
Tinto Merlot: Monte Paschoal Dedicato Merlot 2013 e Barão de Petrópolis Reserva Merlot 2012
Tinto Tannat: Almejo Tannat 2012
Tinto Sangiovese: Cave Antiga Sangiovese 2012
Tinto Syrah: Vista da Serra Syrah 2015
Tinto Pinot Noir: Monte Paschoal Dedicato Pinot Noir 2014
Tinto Tempranillo: Lendas do Pampa Tempranillo 2015
Tinto Cabernet Franc: Barão de Petrópolis Reserva Cabernet Franc 2012
Tinto Marselan: Casa Perini Marselan 2014
Tinto de Outras Castas: Lidio Carraro Singular Teroldego 2010
Tinto Cortes: Lidio Carraro Quorum Grande Vindima 2008
Doces e Fortificados: Boscato Licoroso
Suco de Uva Integral Branco: Suco de Uva Integral Zanrosso
Suco de Uva Integral Tinto: Suco de Uva Integral Galiotto

GP Vinhos

Assessoria de Imprensa Grande Prova Vinhos do Brasil:
Amanda Ivanov: (11) 9.4428.0062 | (21) 9.8415.3721 | (21) 3795-2980 
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Assessoria de Imprensa Ibravin: www.ibravin.org.br
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Cassiano Farina: (54) 3538.3048 | (54) 9.9937.9027 – imprensa2@ibravin.org.br
Camila Ruzzarin: (54) 3538.3048 | (54) 9.9190.1392 – imprensa3@ibravin.org.br

Brasil estreia em concurso na Espanha com seis prêmios

Uma Grande Medalha de Ouro, três Medalhas de Ouro e duas de Prata. Este foi o resultado conquistado pelos espumantes brasileiros no II Concurso Ibero-americano de Vinos Espumosos y Efervescents, realizado nos dias 10 e 11 de novembro em Mérida, na Espanha. O conselheiro da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo Carlos Abarzúa, esteve representando o Brasil no evento.

O concurso reuniu 220 amostras de espumantes de oito países, sendo eles: Andorra, Argentina, Brasil, Chile, França, Espanha, Portugal e Uruguai. Reconhecido pela governança local e pelo Ministério da Agricultura da Espanha, o concurso tem o objetivo de divulgar os diferentes tipos de espumantes, além da qualidade da bebida. Segundo Abarzúa, foi possível degustar espumantes de um nível muito alto de qualidade e muitas variedades.

A cidade de Mérida (Extremadura) foi a capital em 2016, Ibero-americana da Cultura e Gastronomia, muito ligada aos países latino-americanos.

PREMIAÇÕES

Grande Medalha de Ouro

Cave Geisse Espumante Extra Brut – Vinícola Geisse

Medalha de Ouro

Garibaldi Espumante Pinot Noir Brut- Cooperativa Vinícola Garibaldi

Bellavista Desirée Espumante Brut Rosé – Vinícola Galvão Bueno

Cave de Amadeu Espumante Brut Rosé – Vinícola Geisse

Medalha de Prata

Garibaldi Espumante Chardonnay Brut -Cooperativa Vinícola Garibaldi

Garibaldi Vero Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Garibaldi

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Foto: Divulgação do concurso

 

Descrição: conceitocombrasil

França premia espumantes brasileiros

A qualidade dos espumantes brasileiros segue sendo reconhecida mundo afora. Desta vez foi na França, no 15th Effervescents du Monde, realizado de 15 a 17 de novembro, em Dijon. Com a distinção o Brasil amplia seu ranking com uma premiação especial, uma Medalha de Ouro e oito de Prata.

O concurso reuniu 548 amostras de 21 países, que foram avaliadas por um júri formado por mais de 100 degustadores internacionais.

PREMIAÇÕES

Top 10 – Best Sparkling

Aurora Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora

 

Medalha de Ouro

Aurora Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora

 

Medalha de Prata

Aurora Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Aurora

Garibaldi Espumante Prosecco – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Miolo Almadem Espumante Brut – Miolo Wine Group

Panizzon Espumante Prosecco Brut – Sociedade de Bebidas Panizzon

Peterlongo Elegance Brut Champenoise – Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo

Peterlongo Presence Moscatel – Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo

Ponto Nero Blanc de Blanc Espumante Brut – Domno do Brasil

Salton Espumante Prosecco – Vinícola Salton

Descrição: conceitocombrasil

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Lucinara Masiero – Jornalista MTB 16.950

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Rio Grande do Sul vai sediar feira internacional de vinhos em 2018

A qualidade dos vinhos e espumantes gaúchos despertou o interesse de investidores italianos. O resultado é que o Rio Grande do Sul vai sediar uma feira latino-americana de vinhos no ano que vem, provavelmente em novembro. A confirmação veio nesta quinta-feira (23), durante uma reunião entre o governador José Ivo Sartori, o secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sdect), Evandro Fontana, e o diretor-geral da empresa italiana Veronafiere, Giovanni Mantovani. A cidade escolhida foi Bento Gonçalves.

Sartori agradeceu a escolha do estado e lembrou que a imigração e a história sempre uniram o Rio Grande do Sul e a Itália. “Temos uma relação de amizade e fraternidade. A feira vai ser muito importante para destacar a qualidade dos vinhos, espumantes e sucos que produzimos na Serra gaúcha”, disse.

Segundo o secretário Fontana, a possibilidade vinha sendo discutida desde 2016, quando o governador esteve na Itália em busca de parcerias e investimentos no setor vitivinícola gaúcho. “Neste ano, uma comitiva nossa visitou a sede da empresa Veronafiere, em Verona, para confirmar o interesse em realizar um grande evento para divulgar os vinhos brasileiros e, em especial, os gaúchos, no mercado mundial. Tenho certeza de que vai alavancar o setor”, explicou.

Com mais de cem anos de experiência, a Veronafiere é uma das maiores empresas da Europa em organização de feiras. Anualmente, promove a Vinitaly, na Itália, considerada uma das principais feiras vinícolas do mundo. O diretor-geral, Giovanni Mantovani, afirmou que três critérios foram decisivos para escolher Bento Gonçalves. “É uma cidade que produz vinho, tem o setor organizado, com entidades de classe, conta com infraestrutura para turistas e um bom espaço para organizar um grande evento. Além disso, o RS está no centro do Mercosul”, lembrou. O município também sedia a Fenavinho, evento com 50 anos de tradição nacional e internacional na promoção do vinho brasileiro.

Hoje, segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o RS produz 90% de todos os vinhos e espumantes do Brasil, sendo que a Serra é o grande polo do setor. Também participaram da reunião no Palácio Piratini o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, o cônsul-geral da Itália no RS, Nicola Occhipinti, e representantes da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, da Federação das Indústrias do RS (Fiergs) e do parque de eventos Fundaparque, de Bento Gonçalves.

FONTE: http://www.rs.gov.br/conteudo/269689/rio-grande-do-sul-vai-sediar-feira-internacional-de-vinhos-em-2018

Vinhos Finos de Altitude

A viticultura é uma atividade tradicional em algumas regiões, com destaque para a região Nordeste do Rio Grande do Sul, também conhecida como Serra Gaúcha, que representa boa parte de todo vinho produzido no Brasil. Esta é considerada, no Brasil, como a região tradicional de produção. Porém, a partir dos anos 90 novas regiões vêm ganhando destaque no cenário nacional e internacional, e entre as novas regiões vitícolas destaca-se a região de altitude de Santa Catarina. Esse pólo produtor está voltado ao cultivo de Vitis vinífera L. para a elaboração de espumantes e vinhos finos.

Santa Catarina passou a fazer parte do contexto dessa busca por novas regiões produtoras quando em 1990, a Estação Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Estado – EPAGRI, sediada no município de Videira, deu início a um projeto de pesquisa para identificar as áreas do estado com maior potencial para implantar o cultivo de uvas viníferas com a finalidade de elaboração de vinhos finos.

O engenheiro agrônomo Cangussu Silveira Matos plantou uma coleção de nove variedades de uvas na Estação Experimental de São Joaquim. Essa ação fazia parte de um projeto desenvolvido numa parceria entre a Estação Experimental de Videira, localizada no Meio-Oeste catarinense e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para identificar as regiões do estado de Santa Catarina com maior aptidão para o cultivo da videira.

O experimentou passou por uma fase que foi deixada em segundo plano por dois motivos: o primeiro a descontinuidade do repasse de recursos pela CNPq, e o segundo motivo e mais grave, depois de um inverno rigoroso, a coleção foi dizima, restante apenas três exemplares da variedade Cabernet Sauvignon.

Depois de alguns anos, em 1997, estas três videiras chamaram a atenção do pesquisador Jean Pierre Ducroquet, quando trabalhava em outro experimento de goiaba serrana na estação experimental de São Joaquim. Ele observou que as uvas haviam frutificado apresentavam um comportamento bem diferente daquelas que conhecia na estação experimental de Videira. Em abril, as frutas ainda estavam amadurecendo e a qualidade era superior, tanto na questão fenólica quanto na questão sanitária.

O pesquisador Ducroquet colheu as uvas e as levou para a estação experimental de Videira que foram entregues para o enólogo Jean Pierre Rosier, que as vinificou. O resultado surpreendeu a todos pela qualidade do vinho. No ano seguinte, em 1998, novamente as uvas foram vinificadas, e o vinho elaborado mostrou o potencial da região para a vitivinicultura.

Os resultados promissores alcançados com a uva Cabernet Sauvignon deram início à formação de investimentos em vinhedos comerciais em São Joaquim. Em decorrências disso, São Joaquim passou do anonimato do mapa vitícola brasileiro, e passou a ser considerada referência na elaboração de vinhos e espumantes de qualidade superior.

Qual o diferencial das regiões de elevada altitude Santa Catarina? Essa região caracteriza-se por apresentar dias ensolarados e uma ampla amplitude térmica (diferença de temperatura durante o dia e a noite). As temperaturas baixas durante a noite e a ampla amplitude térmica propiciam um amadurecimento lento das uvas, permitindo assim o desenvolvimento e acúmulo de substâncias necessárias para a formação de frutos de qualidade superior. Dentre as substâncias estão os polifenóis (que resultará em vinhos mais estruturados), maior acúmulo de açúcar, maior cor nas variedades tintas e uma maior complexidade aromática dos vinhos provenientes das uvas cultivadas nas regiões de altitude.

Degustem vinhos de altitude catarinense e comprove sua qualidade!

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A arte de degustar espumantes

A degustação dos vinhos espumantes obedece aos mesmos princípios da degustação dos vinhos tranquilos (não espumantes), embora tenha algumas peculiaridades. Degustar um vinho é bebê-lo com atenção, analisando o que se bebe, de modo a interpretar as sensações que esse vinho provoca nos órgãos dos sentidos.

Vale ressaltar que a degustação é uma experiência multissensorial e não apenas gustativa. Assim, o vinho deve passar por três tipos de exame: o exame visual (muito importante para os espumantes), o exame olfativo e o exame gustativo. Um ponto importante para a degustação dos espumantes é a taça a ser utilizada, devendo ser servida em uma taça alongada, tipo flute, de forma a melhor apreciar as características visuais dos espumantes. A taça deve ser preenchida até 2/3 de sua capacidade.

 

Exame Visual: No exame visual quatro aspectos do espumante são avaliados: a espuma, a limpidez, a cor e a efervescência. Servido o espumante logo aparecem as borbulhas de anidro carbônico que sobem do fundo da taça até a superfície do vinho, formando uma espuma vivaz e persistente. A espuma deve ser avaliada segundo sua qualidade, quantidade e persistência. A espuma deve ser branca, ter consistência cremosa e ser composta de borbulhas pequenas, e quanto mais abundantes, melhor. A espuma pode permanecer por alguns segundos ou por minutos. O bom espumante deve se mostrar límpido e de transparência cristalina. Os tons de cores vão depender do estilo do espumante, das variedades utilizadas. Para os espumantes brancos podemos observar a coloração amarelo esverdeado até o amarelo ouro. Para os espumantes rosés, verificamos os nuances rosado, salmão, casca de cebola e vermelho claro. A avaliação visual mais importante para os espumantes é a efervescia (perlage), e nesse contexto, avaliamos o tamanho das borbulhas, a quantidade e a persistência das borbulhas. Quanto menores, melhor, sendo um indicativo da qualidade do espumante. Quanto mais numerosas e compactas, melhor a qualidade. Quanto maior a duração do perlage, melhor o espumante.

 

Exame Olfativo: Aqui se deve ter em conta o método de elaboração e as variedades de uvas utilizadas na produção de espumantes. Espumantes produzidos com uvas aromáticas, como a Moscato, presentes nos espumantes Asti, têm aromas mais intensos. Já espumantes elaborados com uvas não aromáticas, como a Chardonnay, mostrarão maior complexidade de aromas, intensidade menor, e nuances de seu grau de envelhecimento. Os aromas frutados e florais são característicos dos espumantes jovens. Notas tostadas, especiarias, fermento, pão tostado são mais comuns em espumantes mais evoluídos. Não há a necessidade de agitar a taça para fazer o exame olfativo. As borbulhas que sobrem do fundo e chegam à superfície se encarregam de trazer os aromas.

 

Exame Olfativo: Para esse exame, consideram-se alguns aspectos, como: qualidade do anidro carbônico, equilíbrio entre maciez e acidez, qualidade, intensidade e final de boca.  Em contato com a língua, o anidro carbônico provoca sensações ácidas, e uma sensação tátil (pungência), que deve ser leve e delicada. O equilíbrio entre maciez/acidez é fundamental para o equilíbrio de todos os vinhos brancos. A maciez está ligada aos fatores álcool, açúcares e glicerina, que têm propriedades de atenuar a sensação de acidez. O ideal é que se tenha uma leve predominância da acidez, para que se tenha um espumante fresco e refrescante. Já um excesso de acidez deixaria o espumante áspero e desequilibrado. A intensidade está ligada à riqueza de sabores, aromas e também à estrutura do vinho. O final de boca é um conceito ligado a persistência aromática e gustativa do vinho e à sensação final, que deve ser agradável e harmoniosa. Boa persistência e um final de boca limpo e refrescante são fatores essenciais da qualidade de um espumante. A qualidade final estará ligada a fatores como a franqueza (ausência de defeitos), fineza, elegância, complexidade e agradabilidade dos sabores.

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