Cadastro Vitícola mostra o novo mapa da viticultura no Rio Grande do Sul

A mais tradicional região produtora de uvas e vinhos do Brasil, a Serra Gaúcha, está reduzindo a sua supremacia na produção de uvas, em função da expansão da cultura em outras regiões. Essa foi uma das conclusões apresentadas pela pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho e coordenadora do Cadastro Vitícola do Rio Grande do Sul, Loiva Maria Ribeiro de Mello, na manhã desta segunda-feira (24), na sede da Unidade de Pesquisa, em Bento Gonçalves (RS).

Segundo o levantamento, a tradicional microrregião (MR) Caxias do Sul, que contempla 19 municípios na Serra Gaúcha, era detentora de 90,08% da área vitícola do Estado, no período 1996/2000. Com os dados recém-publicados na edição do Cadastro Vitícola do Rio Grande do Sul 2013-2015 <https://www.embrapa.br/uva-e-vinho/cadastro-viticola>, a região ainda permanece em primeiro lugar, mas reduziu para 80,09% sua participação na produção de uvas no Estado.

Outro ponto interessante foi a expansão da viticultura no Estado. Ela já atinge 161 municípios e está presente em 27 das 35 microrregiões gaúchas, ocupando uma área de aproximadamente 40 mil hectares (ha) de vinhedos em 2015, enquanto que em 1995 estava presente em 11 microrregiões, com um total 21.542,16 ha plantados com videiras.

Abrindo a solenidade, que reuniu políticos e lideranças ligadas ao setor vitivinícola, o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, destacou que o quadro da viticultura, na quantidade, distribuição geográfica e perfil de variedades, é bastante influenciado pelas vinícolas. “São elas que observam os mercados, incentivam a escolha da matéria-prima e instalam vinhedos em novas áreas geográficas de produção”, pontuou. Segundo o dirigente, cabe as empresas, entidades, sindicatos e associações fazer uma leitura e análise dos números da produção apresentados no Cadastro e pensar uma visão estratégica para esta cadeia, identificando distorções e oportunidades de melhorias.

Em seu pronunciamento, o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Dirceu Scottá, entidade que assinou o lançamento em conjunto com a Embrapa Uva e Vinho, destacou a grande importância do levantamento no Rio Grande do Sul e, segundo declarou, espera que em breve seja expandido para outros estados brasileiros que têm produção vitivinícola. Também divulgou, em primeira mão, os resultados de comercialização do primeiro trimestre, que indicam uma redução nas vendas tanto em vinhos, sucos e espumantes nacionais e o aumento das importações na faixa de 40%. “Convidamos a todos os políticos e presentes no local para trabalhar e reverter o quadro atual”, conclamou Scottá.

Em sua manifestação, o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Ernani Polo, destacou a importância do Cadastro Vitícola em fornecer dados concretos confiáveis. “O levantamento dá condições de uma radiografia qualitativa dos vinhedos. Melhores resultados só serão alcançados se nos unirmos, reconhecendo todos os que trabalham na produção” sugeriu o titular da pasta. “Buscamos criar as melhores condições para o setor crescer ainda mais. Ele pode ser competente, mas, às vezes, não competitivo, devido aos custos de produção”, acrescentou Polo.

Para a senadora gaúcha Ana Amélia Lemos, que presidiu até 2016 a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, o cadastro é uma ferramenta poderosa. Em sua manifestação ela elogiou o trabalho das entidades na construção do banco de dados e no lançamento de edições atualizadas, que deve ser um exemplo a ser seguido. “Mesmo sendo protagonistas de toda cadeia produtiva, desde 2007 não temos um censo agropecuário”, relembrou a parlamentar. “Temos que exaltar a coragem do vitivinicultor gaúcho. Navegamos num mar revolto e acredito muito na capacidade dos nossos agricultores”, destacou Ana Amélia ao falar sobre a grande expansão da viticultura no Estado.

Encerrando os pronunciamentos, o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, fez uma breve avaliação do setor. “No ano passado não tínhamos produtos. Buscamos mercado e não tínhamos uva para entregar, perdemos mercado interno. Entendemos nossos colaboradores”, comentou, referindo-se a quebra da safra de uva de 57% em 2016. O prefeito destacou ainda que se não houver um novo planejamento do que se quer e para onde se vai, não será possível materializar esse caminho. “Não podemos deixar de brigar pelos nossos setores”, finalizou.

Na sequência, a pesquisadora e coordenadora do Cadastro Vitícola do Rio Grande do Sul, Loiva Ribeiro de Mello, apresentou alguns destaques das análises realizadas nos dados de 2013 a 2015. Ela iniciou reforçando que estão sendo publicados e disponibilizados ao púbico em geral os números de 2015, mas que os órgãos federais e estaduais de fiscalização podem solicitar os dados atualizados em tempo real à coordenação.

A edição 2013-2015 do Cadastro Vitícola foi realizada pela Embrapa Uva e Vinho e pelo Ibravin, com o apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi-RS) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desde o ano 2000, a coordenação técnica do Cadastro Vitícola é realizada pela Embrapa Uva e Vinho, por delegação do Mapa. O projeto é financiado pela Embrapa e pelo Ibravin, com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis) e conta com o apoio de outras instituições e entidades (dos Sindicatos de produtores, Emater/RS-Ascar e associações de produtores).

Como acessar: O Cadastro Vitícola é gratuito e está disponível no link https://www.embrapa.br/uva-e-vinho/cadastro-viticola. Clique aqui e assista um tutorial passo-a-passo:  https://www.youtube.com/watch?v=s3xcgHJCrYg

Destaques da edição:

– Os dados agregados do Cadastro Vitícola, referentes aos anos de 2013, 2014 e 2015, podem ser obtidos no menu de navegação, de várias formas, através do uso de filtros – por microrregião (segundo IBGE), por município, por cultivar, por sistema de condução, dentre outros. Os mesmos podem ser visualizados na tela, impressos ou exportados no formato de uma planilha eletrônica.

– No Rio Grande do Sul são cultivadas 138 variedades de uva, entre vitis vinífera, destinadas para a produção de vinhos finos, e uvas americanas e híbridas, reservadas à produção de vinho de mesa e sucos. Destas, 30 são responsáveis por 95% da área total de cultivo e duas delas, Isabel e Bordô, representam 49,19% da área do Estado.

– Com base na área dos novos investimentos vitícolas (até 36 meses), a tendência para os próximos anos é o aumento da oferta de uvas para elaboração de sucos e de uvas  para elaboração de espumantes finos.

– Observa-se que ocorreu crescimento na área de videiras, na ordem de 3,9% ao ano em média, entre os anos de 1996 e 2011 , conforme equação apresentada. Após o período, houve contínuos decréscimos. A área plantada com videiras atingiu o máximo em 2011, com 41.432,20 ha, caindo para 40.232,55 ha, em 2015, ou seja, uma redução de 2,89%, em quatro anos, o que equivale a redução anual de aproximadamente 0,7%.

– A evolução da área por grupo de cultivares faz parte da análise. As uvas americanas apresentaram maior crescimento que as cultivares híbridas, embora ambas tenham apresentado aumento na área plantada até 2011. Essas cultivares são usadas para elaboração de suco de uva e vinho de mesa.  O grupo das cultivares viníferas,  que são usadas para elaboração de vinhos finos tranquilos e espumantes, com área plantada muito inferior aos demais agrupamentos, apresentou crescimento de área apenas no período de 2000 a 2007, equivalente a 7,83% ao ano.

– Dentre as cultivares viníferas brancas, destaca-se a branca Chardonnay, que no período desse estudo apresentou  aumento passando  de 253 ha, em 1996, para 1.011 ha, em 2015. A variedade Riesling Itálico, emblemática e uma das pioneiras em vinhos brancos varietais no Brasil, teve queda na área plantada entre 1996 a 2008 (de 653 ha para 260 ha), seguida de um período de estabilidade e após um leve crescimento, atingindo 290 ha em 2015. A variedade Moscato Branco também teve sua área reduzida durante a análise, com crescimento da área no início do período, seguido de quedas mais acentuadas nos últimos anos, passando de 633 ha em 1996 para 613 ha em 2015. A cultivar Trebbiano apresentou diminuição acentuada na área plantada no Rio Grande do Sul, de 1996 a 2008 (de 509 ha para 158 ha), seguida de uma leve recuperação nos anos subsequentes (180 ha em 2015). A Sauvignon Blanc manteve-se constante durante as últimas duas décadas.

– Dentre as viníferas tintas com maior abrangência no Rio Grande do Sul, a Cabernet Sauvignon se destaca em área plantada. Nos quatro primeiros anos do período 1996/2015, a extensão permaneceu estável, iniciando com 433 ha. Nos anos seguintes, a área aumentou fortemente chegando a 1.868 ha em 2007, e teve início a uma rápida redução, situando-se em 1.028 ha em 2015. A segunda variedade vinífera tinta é a Merlot, com comportamento semelhante à primeira, porém de intensidade distinta. Em 1996 a área dessa cultivar foi de 361 ha, e passou para 1.089 ha em 2007, quando começou a redução da zona territorial, ficando em 800 ha em 2015. Durante o período do estudo, tem se destacado, pelo aumento contínuo da área, a Pinot Noir, que passou de 53 ha, em 1996, para 344 há, em 2015. A Tannat apresentou crescimento até o ano de 2007, atingindo a área máxima de 421 ha em, seguida de reduções anuais, situando-se em 352 ha, em 2015. A tradicional Cabernet Franc possuía 308 ha em 1996, atingiu o pico em 2004, com 414 ha, e, na sequência, quedas anuais, sendo que em 2015 a área foi de 213 ha.

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Venda de vinhos brasileiros tem recuo de 20% no trimestre

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) divulgou os dados de comercialização do primeiro trimestre deste ano. Os números mostram a queda de 20,3% em relação ao mesmo período de 2016, se considerado o desempenho total do setor. De janeiro a março foram vendidos 61,3 milhões de litros, enquanto no ano passado foi registrada a venda de 77 milhões de litros. Nos produtos vitivinícolas com maior volume de elaboração – o vinho de mesa e os sucos de uva prontos para o consumo – a redução foi de 22,1% e 15,3%, respectivamente. No vinho fino o recuo foi ainda maior, de 30,5%, enquanto o espumante registrou queda de 21,1%.

Para o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, a carga tributária que incide sobre o vinho brasileiro, o crescente aumento dos custos em toda a cadeia, aliados ao momento econômico e à diminuição na renda das famílias explicam o resultado negativo do primeiro trimestre de 2017. Scottá cita ainda como os principais motivos o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), fixado em 10% sobre o valor de venda do produto desde 2015, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além da Substituição Tributária (ST), que dificulta a venda entre os estados e que antecipa o pagamento dos impostos.

“Neste cenário estamos perdendo espaço para o vinho importado, que hoje já ocupa 40% do mercado brasileiro, se considerarmos todos os produtos. As nossas condições de competitividade não são as ideais porque temos custos maiores e encargos tributários elevados”, diz o presidente. A participação dos rótulos importados no mercado brasileiro de vinhos finos (incluindo vinhos tranquilos e espumantes), que no primeiro trimestre de 2016 era de 73,1%, chegou a 84,6% neste ano. Scottá acrescenta que cerca de 50% do valor de uma garrafa produzida no Brasil, em média, é composto por tributos, podendo ocorrer variações entre os estados de acordo com a alíquota de ICMS.

O dirigente destaca, ainda, o grande volume de vinhos finos importados a valores cada vez menores no país e que acabam competindo com o vinho de mesa engarrafado. Os aumentos na importação das bebidas referidas por Scottá foram de 48,5% para os vinhos tranquilos e de 44% na venda de espumantes. A queda no valor dos vinhos importados foi de 16,5% nos primeiros três meses do ano, com preço médio por litro de US$ 2,79. Em 2016, no mesmo período, esse valor era de US$ 3,35.

O vice-presidente do Ibravin, Oscar Ló, também justifica a queda na comercialização em função dos altos custos de produção da última safra, que registrou quebra de 57% no volume colhido, e que acabou impactando no preço dos produtos nos pontos de venda. Segundo o dirigente, que também preside a Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), a perspectiva é de que nos próximos meses ocorra a recuperação na comercialização. “A chegada do frio também pode ajudar a aquecer as vendas, em especial nos vinhos tranquilos”, acredita. Ló prevê que, ao final do ano, os volumes de vendas deverão ficar próximos aos de 2016 e acrescenta que o momento econômico do país também influenciou nos resultados do primeiro trimestre.

Ibravin busca redução da carga tributária
O Ibravin vem trabalhando junto ao Governo Federal e aos governos estaduais para a redução da tributação de vinhos. Em 2016, o setor conquistou a inclusão das micro e pequenas vinícolas no Simples Nacional. A medida passa a vigorar a partir de 2018. O trabalho junto aos estados é focado na diminuição da Margem de Valor Agregado (MVA) que compõe as alíquotas de ICMS, além da suspensão da ST.

Os números do primeiro trimestre         
* Vinho de mesa apresentou queda de 22,1%, com a venda de 27,4 milhões de litros;
* Vinho fino recuou 30,5%, com a comercialização de 2 milhões de litros;
* Sucos de uva prontos para o consumo tiveram retração de 15,3%, com 20,5 milhões de litros negociados;
* Nos espumantes a redução foi de 21,1%, com a comercialização de 1,7 milhão de litros;
* Se somados todos os vinhos e espumantes, a redução nas vendas foi de 22,7%, com 31,2 milhões de litros;
* Na soma de todos os produtos, incluindo os derivados da uva e do vinho, os néctares, vinagres, destilados, entre outros, a queda foi de 20,3% (61,3 milhões de litros);
* Foram importados 20,1 milhões de vinhos (alta de 48,5%) e 829 mil litros de espumante (crescimento de 43,9%);
* A participação dos rótulos importados no mercado de vinho fino brasileiro foi de 84,6% no primeiro trimestre. Se forem considerados todos os produtos os importados têm participação de 40,2%.

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Assessoria de imprensa Ibravin:

Produção brasileira de vinhos é destacada em revista britânica

Lado a lado com Argentina e Chile, a matéria de capa da edição de março da revista britânica The Drinks Wholesaler apresentou um panorama das vendas de vinho brasileiro no país. De forma objetiva, o texto assinado pelo jornalista Andrew Catchpole, mostra que, embora ainda com pequena distribuição e uma gama limitada de rótulos, os vinhos brasileiros estão entre as boas opções disponíveis no mercado do Reino Unido. “O Brasil está ganhando uma reputação de vinhos com acidez naturalmente fresca, juntamente com frutados de longa duração e álcool contido”, observa o artigo.

O jornalista aponta o impulsionamento de imagem dos vinhos brasileiros no cenário mundial com a realização da Copa do Mundo, em 2014, e com as Olimpíadas, em 2016. E, sinaliza que, apesar do grande esforço feito pelo Wines of Brasil na promoção dos espumantes, os vinhos tintos têm maior facilidade comercial em função da grande concorrência na primeira categoria. O texto nomina oito vinícolas entre as marcas de destaque: Miolo, Geisse, Aurora, Salton, Pizzato, Lidio Carraro, Campos de Cima e Almaúnica.

“Para o nosso mercado os vinhos espumantes lideram as apostas, combinando intensidade de frutas com acidez fresca e uma dose extra de animação que vem com a vibe brasileira. Os vinhos com base em Moscato, com baixo teor de álcool, podem ser muito interessantes, enquanto que as melhores variedades e blends de Bordeaux, além de generosos Chardonnays, também atingiram a marca”, destaca a reportagem.

Sobre o Wines of Brasil    
O Wines of Brasil é um projeto de promoção comercial dos vinhos, espumantes e suco de uva brasileiro no mercado externo, desenvolvido entre o Ibravin e a Apex-Brasil. O projeto conta atualmente com a participação de 30 vinícolas e tem como mercados-alvo os Estados Unidos, Reino Unido e China. Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram ao Wines of Brasil conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos, entre outras ações. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com e www.ibravin.org.br.

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Assessoria de Imprensa Ibravin: http://www.ibravin.org.br

ABS-RS e ABS-SP promovem degustação de vinhos verdes

O Vinho Verde, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, em Portugal, constitui uma denominação de origem controlada cuja demarcação remonta a 1908. Berço da carismática casta Alvarinho e produtora de vinhos de lote únicos, a Região dos Vinhos Verdes oferece um conjunto ímpar de vinhos muito gastronômicos. Com moderado teor alcoólico, e, portanto, menos calórico, o Vinho Verde é um vinho frutado, fácil de beber, ótimo como aperitivo ou em harmonização com refeições leves e equilibradas: saladas, peixes, mariscos, carnes brancas, tapas, sushi, sashimi e outros pratos internacionais.

Única no mundo, a bebida será tema de uma degustação técnica promovida pelas Associações Brasileiras de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS) e de São Paulo (ABS-SP). A palestra, que conta com o apoio da Comissão Vitivinícola da Região do Vinho Verde (CVRVV), será conduzida por Arthur Azevedo, presidente da ABS-SP. O Spa do Vinho recepcionará os 40 interessados pela aula que começará às 19h30 com duração prevista de duas horas.

SERVIÇO

Degustação de Vinhos Verdes

LOCAL

Spa do Vinho, em Bento Gonçalves

DATA E HORA

6 de maio, sábado, 19h30

VAGAS

40 (por ordem de inscrição)

INVESTIMENTO

Sócio ABS/RS – R$ 10

Link: https://pag.ae/bhjGGBf

Público Geral – R$ 150

Link: https://pag.ae/bgjGGvB

APOIOS

Comissão Vitivinícola da Região do Vinho Verde (CVRVV) e Spa do Vinho

Vinho Verde

Taís Dihl – .DOC Assessoria de Comunicação

Dal Pizzol Day Festival retorna dia 20 de maio

O cenário é o Ecomuseu da Cultura do Vinho, na Rota Cantinas Históricas, em Faria Lemos, interior de Bento Gonçalves. O cardápio traz vinhos, espumantes e suco de uva Dal Pizzol, além de hambúrgueres, sanduíches, mini pizzas, panchos, massas, batatas e frios da Estação Café Blauth e os cupcakes da mini chef Maria Carolina. A programação inclui música ao vivo, exposição de carros antigos e a participação de moto-clubes. A proposta é oferecer uma experiência sensorial única, que privilegia o contato com a natureza do local. Tudo isso estará presente no Dal Pizzol Day Festival, que acontece dia 20 de maio, das 11h às 19h, integrando a programação do Dia do Vinho. O valor do ingresso é R$ 15.

 A segunda edição do Dal Pizzol Day Festival oferece, em oito horas de evento, a oportunidade de viver momentos agradáveis seja em família, seja no grupo de amigos ou com a pessoa amada. Sem protocolo, sem traje oficial, sem regras, o que vale é curtir a energia do local com a taça na mão. Ao ar livre, é possível degustar o vinho ou espumante preferido à sombra de árvores ou à beira de lagos. Para os que preferirem, espaços mais reservados garantem a privacidade. Aos que curtem mais o agito, áreas mais próximas da música e da circulação das pessoas. Quem desejar pode levar cadeiras, cangas e almofadas.

 O charme do local reserva refúgios onde os bancos são feitos de pipas, troncos ou paletes. Há também a nostalgia de um balanço e um parque infantil que remonta os de antigamente. “Serão oito horas para curtir um menu de atrações em meio a natureza”, destaca o enólogo Dirceu Scottá, que garante rótulos para diferentes gostos. Para harmonizar, opções gastronômicas a cargo do chef Cesar Chies, da Estação Café Blauth.

 A agenda musical fica por conta das bandas Monty Python Band e Dan Ferreti. Teremos também a presença de Carros antigos do Veteran Car  Vinhedos e moto grupos.

 Ingressos no local a R$ 15, com direito a uma taça personalizada com uma dose de vinho ou espumante ou suco de uva. Em caso de chuva o evento será transferido. Informações pelo telefone (54) 3449.2255 ou pelo e-mail dalpizzol@dalpizzol.com.br.

 Durante o Dal Pizzol Day Festival o público terá acesso a sala de exposições, varejo e o Primeiro Vinhedo, além de poder conferir de perto o Vinhedo do Mundo e a  Enoteca.

Dal Pizzol Day - foto Gilmar Gomes (4)

Nota de Degustação: Sauvignon Blanc Thera 2015

A Vinícola Thera está localizada em Bom Retiro – SC, e é gerida por um dos filhos do lendário Dilor Freitas, fundador da Vinícola Villa Francioni.

Recentemente no mercado, este rótulo, o Sauvignon Blanc 2015 vem recebendo inúmeros elogios. E não é por menos, esse vinho é simplesmente espetacular!!!!

Apresenta uma coloração amarelo palha pouco intensa, com reflexos esverdeados.

A qualidade aromática desse vinho encanta a todos. Intenso, elegante, de muita qualidade e complexidade, predominando as notas mineras, maracujá, flor do campo e arruda. Em boca possui ótima acidez, é refrescante, persistente, e no retrogosto predominam as notas de maracujá, arruda e nuances florais.

Um vinho harmônico, pronto para consumo.

Não tenho dúvida de afirmar, que o Thera Sauvignon Blanc está entre os melhores Sauvignon Blanc do Brasil!

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Nota de Degustação: Cave Pericó Nature Rosé

Esse espumante, elaborado pelo método champegnoise, permaneceu 20 meses em contato com as leveduras. Elaborado com as variedades Cabernet Sauvignon e Merlot. Eu particularmente tenho algumas críticas quanto a utilização de Cabernet Sauvignon cultivada nas regiões de elevada altitude para espumante, ainda mais quando esta casta representa a maioria do corte. Ressalta-se que, apesar desse espumante predominar a Cabernet Sauvignon, é um bom espumante.

Apresenta coloração casca de cebola. Perlage fino e intenso. De boa qualidade aromática, apresenta uma boa intensidade aromática, predominando as notas de manteiga, casca de pão e leve herbáceo. Na boa possui boa qualidade, acidez viva, bom volume de boca, predominando no retrogosto as notas de levedura e um leve cítrico.

Um espumante equilibrada, que está pronto para consumo. Apresentou mais qualidade na parte gustativa do que na avaliação olfativa.20170331_085830