A importância das rolhas para os vinhos

O uso da rolha foi adotado a partir do século XVII, quando começou a conservar o vinho em recipientes de vidros de forma padronizada. Sendo que o desenvolvimento da rolha foi um marco importante para a guarda da bebida em garrafas.

Por muitos anos, a rolha de cortiça foi o único material a ser utilizado para tampar uma garrafa de vinho. Atualmente, são vários os materiais utilizados para a fabricação de vedantes das garrafas de vinhos.

A cortiça é um tecido vegetal impermeável e flexível, com estrutura que pode ser comprimida até metade do seu volume sem perder sua elasticidade. A cortiça é retirada do sobreiro, que é uma árvore que pode alcançar até 20 metros de altura e tem uma vida média de 150 anos e pode fornecer em torno de 12 – 15 extrações de cortiça ao longo de sua vida. Um sobreiro leva 25 anos para dar sua primeira safra, e a cada nove anos, a casca de cortiça pode ser retirada. O principal produtor da cortiça é Portugal, principalmente na região do Alentejo, importante região vitícola portuguesa.

Os melhores vinhos ainda são enrolhados com rolha de cortiça, pois devido suas características de expansão, ela apresenta uma excelente vedação, impedindo o contato do vinho com o oxigênio. A rolha de cortiça é mais porosa e permite uma evolução harmoniosa do vinho de guarda, e é muito mais charmosa e elegante de ser retirada. Por outro lado é suscetível a contaminação do TCA (tricloroanisol), que provoca odor e mofo no vinho, também conhecido como bouchonné, que prejudica as características organolépticas do vinho.

Com o aumento da produção vitícola, a demanda por cortiça também aumentou, e começou a surgir materiais alternativos para a elaboração de rolhas. Entre esses materiais está a rolha sintética que chegou ao mercado em 1990, causando espanto em muitos consumidores. Essas rolhas sintéticas são mais baratas, permitem que o vinho seja armazenado de pé, porém como desvantagem está o lado estético e o fato de não saber ao certo sua durabilidade.

Outro material que surgiu e vem a cada ano ganhando mais espaço são as Tampas de Roscas, conhecidas também como Screw Cap. Esse material foi pesquisado na Austrália desde os anos 60 e há muito tempo foi utilizado em diversos tipos de bebida. É uma tampa metálica de rosca coberta por um plástico inerte. Suas vantagens são: baixo custo, é de fácil manuseio, é reciclável, e funcionam perfeitamente para vinhos que devem ser consumidos jovens, como por exemplo, vinhos brancos e tintos de consumo jovem. Além disso, é prática para abrir, pois dispensa o uso de saca-rolhas, podendo popularizar o consumo de vinho no dia a dia.

Muitos consumidores ainda tem algum tipo de preconceito com as rolhas alternativas, como é o caso da Screw Cap, porém para vinhos que devem ser consumidos jovens ela é extremamente eficaz com a sua função, que é vedar as garrafas e impedir o contato do ar com o vinho. Já para vinhos de longa guarda, mais de 5 anos, as rolhas de cortiça são a melhor opção para preservar as características do vinho.

Rosca x Screw cap

 

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Lidio Carraro, a vinícola das Olimpíadas, lança vinho em Florianópolis

O diretor comercial da vinícola Lidio Carraro, Juliano Carraro, um dos filhos do fundador da vinícola do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, escolhida para elaborar os vinhos e espumantes oficiais dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 está em Florianópolis. Nesta quarta-feira, dia 6, ele apresenta o recém-lançado vinho Agnus Tannat, na Mercearia do Vinho.

Em 2015, as vendas das vinícolas do Rio Grande do Sul alcançaram 19,7 milhões de litros de vinho de variedades viníferas (vinho fino), de acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). A vinícola Lidio Carraro Boutique exporta cerca de 30% da sua produção para mais de 20 países.

Adepta da filosofia purista, a Lidio Carraro Boutique prioriza o terroir de origem e a mínima interferência no manejo da uva e o respeito à naturalidade da uva, buscando o aperfeiçoamento através do mapeamento do solo e do terroir de origem. Este conceito foi implantado pela enóloga e diretora técnica Monica Rosseti, que vive hoje entre a Itália e o Brasil. A vinícola não faz correções químicas e nem armazena o vinho em madeira, prática usual dos produtores. “A relação do homem com a terra é muito importante. Dentro da enologia, a gente fala no tripé: o clima, o solo e o manejo do homem”, afirma a atendente na vinícola Marilda Silva Pinto Pizzato.

Carraro Boutique recebe visitantes que apreciam o enoturismo para degustação de vinhos. É comum a própria fundadora, Isabel Carraro, abrir a porta. Entre os destaques da produção está a Linha Faces, das uvas merlot, chardonnay e pinot noir, que foram licenciadas pelos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

O Faces foi apresentado em Florianópolis na última segunda-feira, dia 4, durante o Circuito Brasileiro de Degustação. A ação foi promovida pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e Sebrae Nacional. Participam do circuito 12 vinícolas: Casa Perini, Casa Valduga, Casa Venturini Vinhos e Espumantes, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Domno, Dunamis, Lidio Carraro Vinícola Boutique, Miolo Wine Group, Pizzato Vinhas e Vinhos, Vinícola Aurora, Vinícola Hermann e Vinícola Peterlongo.

 

FONTE: http://economiasc.com.br/lidio-carraro-a-vinicola-das-olimpiadas-lanca-vinho-em-florianopolis/

D’lAture Brut Branco: Uma boa opção de Espumante Catarinense

A Vinícola D’Alture está localizada na altitude Catarinense, em São Joaquim. Uma Vinícola que merece destaque belos bons vinhos e espumantes que vem elaborando.

Esse espumante é elaborado com a variedade Chardonnay.

Um espumante que me agrada bastante. Boa perlage, fina e abundante.Coloração amarelo palha.

Boa qualidade aromática, intenso e duradouro. Predominam as notas de abacaxi e maçã verde, e toques amanteigados e fermento de pão.

Acidez na medida certa, boa persistência, cremoso e muito agradável em boca. Rtrogosto predominam as notas de abacaxi e o amanteigado.

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Artista italiana pinta quadro com tintos brasieliros no “Encontro de Vinhos” em São Paulo

Um dos eventos mais esperados pelos amantes do vinho e da gastronomia, a feira itinerante “Encontro de Vinhos” teve mais uma edição em São Paulo neste mês de abril. O evento aconteceu na Casa da Fazenda no Morumbi, com público superior a 600 pessoas. O dia foi regado a vinho, música e food trucks, que apresentaram opções variadas para atender desde quem gosta de carnes e massas até comidas vegetarianas. Além disso, contou com a presenaça ilustre da wine-artist italiana Arianna Greco, que pintou um quadro durante o encontro. A artista é famosa por suas telas pintadas com vinho e usou rótulos brasileiros para produzir sua obra no país. 

Os expositores aproveitaram para promover suas marcas, e conhecerem de perto os clientes. “A boa estrutura da Casa da Fazenda no Morumbi, nos acolheu muito bem, além de ser um espaço muito bonito e convidativo. Conversei com muita gente. A feira estava bastante cheia. E em relação à exposição das marcas o evento cumpriu seu papel com o expositor”, afirmou Douglas Silva, da Selene Vinhos.

Os visitantes acompanharam as palestras com degustações. A Eno Cultura ministrou de forma compacta o curso nível 2 da WSET e a Ibravin abordou o tema vinhos rosés.
 
A próxima “Encontro de Vinhos” acontece em Campinas, no dia 16 de julho, na Expo Dom.

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Original: http://revistaadega.uol.com.br/artigo/feira-encontro-de-vinhos-agita-sao-paulo_10601.html#ixzz45NrF0qqI