10 garrafas de vinho que custaram fortunas

Para algumas pessoas, o vinho é uma bebida. Para outros, um estilo de vida. Alguns o encaram como investimento, e outros, poucos, unem essas três características, e são aqueles realmente aficionados por vinho, chegando ao ponto de pagar verdadeiras fortunas numa garrafa.

Geralmente, os preços mais altos atingidos por vinhos acontecem em leilões, onde a disputa é grande e o nível dos rótulos também. Sendo assim, selecionamos alguns dos vinhos mais caros já arrematados em leilões do mundo inteiro. Eles estão em ordem de compra e muito acima dos preços médios, porém, a lista pode não incluir todos os vinhos mais caros já comprados.

Château Lafite 1787: Em 1985, o publisher da Forbes, Malcolm Forbes arrematou uma garrafa do vinhos Château Lafite 1787, que supostamente teria pertencido a Thomas Jefferson, por US$160.000, na época o valor mais alto já pago por uma garrafa de 750 ml de vinho.

Château Margaux 1787: Em 1989, mais uma garrafa de Thomas Jefferson foi leiloada, dessa vez do Château Margaux safra 1787. O valor chegou aos 500 mil dólares, pagos pelo negociante William Sokolin que, mais tarde, o ofereceu num jantar no Four Season Hotel. Porém, antes de servi-lo, o garçom derrubou a garrafa, quebrando-a. O vinho, por sorte, tinha seguro e Sokolin recebeu  US$225.000,00.

Romanee-Conti DRC 1990: Um lote de oito garrafas de Romanee-Conti foi leiloado em Londres, em 1996, e chegou ao valor de $28,112.

Château Mouton Rothschild 1945: Em 1997, uma a jeroboam do Château Mouton Rothschild da safra de 1945, considerada uma das melhores do século passado, foi vendida pela Christie’s por US$114,614, mais de US$23,000 por 750 ml.

Shipwrecked 1907 Heidsieck: O Champagne mais caro do mundo, vendido por US$275,000. Foi recuperado de um navio naufragado durante a 1ª Guerra Mundial.

Screaming Eagle Cabernet 1992: Uma garrafa imperial (de seis litros) do vinho foi vendida por 500 mil dólares num leilão de caridade no Napa Valley em 2000.

Penfolds Grange Hermitage 1951: O australiano mais caro do mundo. Em maio de 2004, um colecionador de Adelaide pagou cerca de US$38.420 por uma garrafa do vinho.

Château d’Yquem 1787: Em 2006, foi o vinho branco mais caro já vendido, por 100 mil dólares, por um colecionador anônimo americano.

Cheval Blanc 1947: Em 2010, uma garrafa de seis litros desse Bordeaux foi encontrada numa adega secreta de um grande colecionador e leiloada pela Christie’s. O valor de venda foi de US$ 304.375, o dobro do previsto.

Château d’Yquem 1811:  Em 2011, um colecionador francês adquiriu uma garrafa do Château d’Yquem 1811 para colocar na carta de vinhos de seu restaurante em Bali. O valor pago foi de 75 mil libras, ou 120 mil dólares, o mais caro da história para um vinho branco.

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Nota de Degustação: Núbio Cabernet Sauvignon 2007

1) Núbio Cabernet Sauvignon 2007 (Sanjo – São Joaquim – SC)

A Vinícola Sanjo está localizada em São Joaquim – SC. A empresa que sempre foi excelência na produção de maçãs, agora se destaca na elaboração de vinhos finos de altitude. Esse vinho passa por 12 meses em barrica de carvalho de segundo uso. Sua coloração é Rubi. Apresenta no aroma notas de chocolate, frutas vermelhas e um leve toque herbáceo, característica da Cabernet Sauvignon cultivada em região de altitude. Na boca apresenta uma acidez equilibrada, com taninos redondos e harmônicos, e predomina notas frutadas.

Uvas desconhecidas que produzem excelentes vinhos: Ribolla Gialla

No Friuli, podemos encontrar uma série de castas únicas e escolhemos a branca Ribolla Gialla. Encontrada em plantações nas DOC (Dominazione de Origine Controlatta) de Collio (Goritzia) e Colli Orientali (Udine), bem como logo após a fronteira, já na Eslovênia, onde é chamada de Rebula. Seus vinhos são de uma acidez penetrante, com boa carga mineral (sílex) e leves tons frutados, com destaque para cítricos. Não é um fermentado com nuances doces. É straight to the point. Uma bela experiência para quem aprecia brancos secos e com muita personalidade.

Vinho doce sul-africano já foi o mais famoso do mundo

Há mitos que se perdem com o tempo. Atualmente, quando falamos em vinhos doces, logo lembramos do Château d’Yquem. Contudo, poucos séculos atrás, por volta de 1700, um dos vinhos de sobremesa mais celebrados do mundo era sul-africano. Isso mesmo, da terra que hoje é famosa pelo Pinotage.

Sim, lá na terra do Apartheid existiu (teoricamente ainda existe) um vinho que foi um dos preferidos de grandes governantes europeus (entre eles Napoleão – que o bebia até mesmo quando estava em seu exílio em Santa Helena) e personalidades importantes dos séculos XVIII e XIX, como Baudelaire, Charles Dickens e Alexandre Dumas, por exemplo. O Constantia, um licoroso elaborado a partir de uvas Moscatel – lá chamadas de Muscat Blanc à Petits Grains ou Muscat de Frontignan.

A história desse vinho começa em 1679, quando Simon Van der Stel é nomeado comandante da colônia holandesa no Cabo pela respeitada Companhia das Índias Orientais. Diz-se que ele tentou fazer daquele trecho de terra, em Stellenbosch, um lugar próspero que lembrasse a cidade de Amsterdã. Ele construiu avenidas plantou arvores e também vinhedos.

Apenas 20 anos antes, Jan van Riebeeck, que tinha trazido as primeiras mudas de videiras para o Cabo, havia produzido o primeiro vinho sul-africano com as vinhas lá plantadas e, em pouco tempo, percebeu-se que o terroir dali poderia dar bons frutos. Van der Stel batizou o local como Constantia (acredita-se que em homenagem ao um navio holandês do qual ele havia feito parte da tripulação) e começou a produzir vinhos brancos, tintos e doces.

Baudelaire, Charles Dickens, Alexandre Dumas e Napoleão estavam entre seus apreciadores

Van der Stel, contudo, morreu em 1712, e a propriedade acabou dividida em três partes, sendo que duas produziam o vinho: Groot Constantia e Klein Constantia – a mais renomada. Em 1733, o dono desta última comprou a Groot e as reunificou. Mas ele morreria dez anos depois.

Seu vinho doce, contudo, ganhou fama, creditada à limpeza das barricas, cubas e prensas, além do trabalho impecável na vinha. Diz-se que escravos eram enviados às vinhas diariamente para remover qualquer minúsculo inseto que estivesse sobre a planta, evitando, assim, as doenças.

Na virada dos séculos XVIII para XIX, o Constantia era conhecido no mundo todo, com suas garrafas valendo peso de ouro. No entanto, com os conflitos com os ingleses no fim dos anos 1700 e início dos 1800 – que culminaria na Guerra dos Bôeres em fins do século XIX –, além da infestação de pragas como oídio e a devastadora filoxera, os vinhedos sofreram demasiadamente e, por volta de 1860, o vinho praticamente já não mais existia.

Depois de algumas décadas, os vinhedos de Groot e Klein Constantia foram retomados, mas o mito já estava perdido. Atualmente, ambas as propriedades produzem suas novas versões do Vin de Constance, mas ainda sem o mesmo prestígio de antes.

Vinho e Verão: Uma combinação perfeita!

Os dias quentes pedem bebidas que refresquem. Para muitos, o consumo de vinho nessa época pode ser inadequado. Contudo os dias quentes de verão tornam-se uma época bastante interessante para seu consumo de vinhos, destacando-se vinhos brancos, rosés e espumantes.

Leves, frescos, refrescantes, versáteis, servidos a baixa temperatura, ótimos para beber entre amigos, à beira da piscina, na praia. Cada vez mais, vinhos brancos, rosés e espumantes, vêm caindo no gosto do brasileiro e tornando-se a cara do verão.

Com a chegada do verão e das altas temperaturas, o consumo de espumantes aumenta em todo o país. Embora seja consumida em todas as épocas do ano, a bebida tem a cara do verão. Os espumantes podem agradar a todos os gostos, dos apreciadores da bebida mais seca (Brut, Extra Brut e Nature) até os apreciadores das bebidas mais doces (Demi-Sec e Moscatéis).

Os vinhos brancos também combinam muito com o verão, destacando os vinhos elaborados com a variedade Sauvignon Blanc, que origina um vinho leve, fresco, frutado, ideal para o verão brasileiro e a Chardonnay, que origina um vinho frutado, refrescante e que pode ser mais encorpado.

Tanto os vinhos brancos quanto os espumantes devem ser servidos a baixa temperatura. Os espumantes servidos a 8 °C e os vinhos brancos servidos a 10 °C.

Outra opção muito interessante para os dias quentes de verão são os Vinhos Rosés. O Rosé é um vinho produzido por meio da maceração de uvas tintas que permanecem menos tempo em contato com as cascas (questão de horas). Em algumas situações pode ser um intermediário entre os vinhos brancos e tintos, e para alegria de muitos, é um vinho muito fácil de ser apreciado e adorado. Por possuir uma acidez notável, tornam-se muito refrescantes, além de ter como características aromas frutados e florais, o que os tornam muito elegantes. Assim como os vinhos brancos, a temperatura de serviço para o Vinho Rosé é de 10°C.

E como ficam os amantes do vinho tinto? Para esse público há opções apropriadas ao verão. Recomendam-se os tintos jovens, leves, frutados que combinam com a estação, vinhos elaborados com a variedade Pinot Noir se enquadram perfeitamente nessas características. Além disso, esses vinhos podem ser servidos a uma temperatura em torno de 14°C.

Independente do estilo de vinho ou espumante escolhido, o importante é aproveitar ao máximo o calor e as festas de fim de ano, e de preferencia com um excelente vinho ou espumante brasileiro.

Boas Festas e um Ótimo Ano Novo, sempre acompanhado de bons vinhos!!!

Vinhos para o verão

Nota de Degustação: Espumante Branco Demi-Sec D’Alture

1) Espumante Branco Demi-Sec D’Alture (Vinícola D’Alture – São Joaquim – SC)

A Vinícola D’Alture está localiza no munícipio de São Joaquim – Santa Catarina, e pode ser considerada referencia na elaboração de vinhos e espumantes de alta qualidade. Esse espumante Demi-Sec é elaborado com a variedade Chardonnay. Apresenta uma coloração amarelo palha, perlage fino, abundante e constante. Apresenta aromas de abacaxi e casca de pão. Na boca apresenta boa cremosidade, acidez marcante, persistência mediana. No início apresenta um ataque adocicado, mas que harmoniza perfeitamente com a acidez desse espumante. Retrogosto com notas de abacaxi e do fermento.

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Estudo genealógico revela ligação de Mona Lisa com o vinho

Mona Lisa, A Gioconda. Não há obra de arte mais vista e discutida no mundo. Sua sala no gigantesco Museu do Louvre, em Paris, está sempre repleta com gente de todos os cantos aglomerando-se para admirar e reverenciar o quadro mais enigmático e famoso da história da humanidade.

Aquele sorriso leve, obscuro, a pose recatada, o semblante algo que velado de uma figura feminina diante de uma paisagem sutil pintada em uma tela de madeira de álamo de apenas 77 x 53 centímetros reúnem detalhes que intrigam pesquisadores até hoje. Para tentar decifrar a obra do gênio Leonardo da Vinci, estudiosos foram atrás da pessoa retratada pelo artista.

As herdeiras de Mona Lisa produzem vinho

Depois de anos e anos de análises de documentos, acredita-se que o retrato é de Lisa di Anton Maria di Noldo Gherardini. Anton Maria di Noldo Gherardini era um nobre florentino, que teve duas esposas falecidas por complicações no parto. Lisa, nascida em 15 de junho de 1479, é filha dele e de sua terceira esposa, Lucrezia di Caccia. A moça se casou com Francesco di Bartolomeo di Zanobi del Giocondo, um comerciante, em 1495.

Supõe-se que Da Vinci e o comerciante tenham sido amigos e a pintura de sua mulher começou a ser feita em 1503. Após quatro anos trabalhando sobre esse quadro, deixou-o inacabado. Anos depois, Leonardo levou a obra para a França, quando lá se estabeleceu na corte do rei Francisco I.

Entretanto, mesmo depois de descobrir a identidade de Lisa Gherardini, os estudiosos pouco conseguiram depreender, já que, ao que parece, a vida dela foi extremamente comum, sem grandes feitos que pudessem ser dignos de registros históricos. Ou seja, o mistério de Mona Lisa permaneceu mesmo quando sua identidade foi revelada.

Da pintura ao vinho
Mais recentemente, contudo, um profundo estudo genealógico trouxe à tona uma nova relação da Gioconda, dessa vez com o vinho. Segundo documentos, Natalia e Irina Strozzi Guicciardini – herdeiras da Tenute Guicciardini Strozzi, produtora de vinhos e azeites na região de Chianti, mais especificamente na fattoria Cusona, em San Gimignano – descendem de Lisa Gherardini, sendo, provavelmente, a 15ª geração da família.

Como boa parte da população rica italiana (os Guicciardini e Strozzi são quase um império na Itália e possuem relações que remontam aos tempos de Maquiavel e dos Médici), Natalia e Irina possuem títulos de nobreza e, coincidentemente, estão no ramo das artes também, além de ajudarem a gerir a propriedade familiar que data do ano de 994. A primeira é bailarina clássica, a segunda, pianista.