Melhor Pêra-Manca do século 21

  • Por Redação Paladar

Por Guilherme Velloso

A maior novidade da safra 2011 do Pêra-Manca talvez esteja fora e não dentro da garrafa deste famoso tinto português, um dos preferidos dos brasileiros (o Brasil é seu maior mercado fora de Portugal).

O vinho, que estará à venda no País no início de dezembro, foi apresentando em primeira mão ao Paladar por Pedro Baptista, enólogo responsável, e José Mateus Ginó, diretor comercial da Fundação Eugênio de Almeida (FEA), detentora da marca e responsável por sua produção desde 1987.

A novidade é a presença de um selo de segurança, desenvolvido pela Casa da Moeda de Portugal, cuidado que se justifica pelo preço de quase R$ 2,3 mil cobrado por uma única garrafa.

Guarda. Adega da Fundação Eugênio de Almeida, onde estagiam os vinhos Pêra-Manca, no Alentejo. FOTOS: Divulgação

Trata-se de um código numérico associado a uma imagem holográfica incorporada à cápsula da garrafa. Os dados ali contidos podem ser confirmados no site da empresa para atestar a autenticidade do produto.

Além do preço, a providência se explica pela fama que o vinho adquiriu ao longo de seus mais de 600 anos de existência e por sua histórica ligação com o Brasil. Há registros de que havia barricas do Pêra-Manca nas naus comandadas por Pedro Álvares Cabral na viagem que o trouxe às costas da Bahia.

Fora do mar, no entanto, não foram poucas as turbulências enfrentadas pelo vinho. A marca só reapareceu no mercado português no século 19 e ganhou prêmios nas feiras de vinho de Bordeaux em 1897 e 1898. Mas, nessa mesma época, a crise da filoxera dizimava os vinhedos do país, a exemplo do que estava ocorrendo em praticamente toda a Europa.

Na esteira da crise que se seguiu, o vinho deixou de ser produzido, até que, em 1987, o herdeiro da antiga Casa Soares, detentora da marca, ofereceu-a à FEA, que tem na produção vinícola o principal esteio de suas atividades beneméritas. Já com a ideia de fazer um vinho à altura do prestígio associado ao nome, a primeira safra dessa nova fase foi lançada em 1990. E definiu-se que o vinho só seria produzido em grandes safras. Foram só 12 até hoje, a anterior em 2010. A que acaba de chegar ao Brasil foi considerada uma das melhores do século 21 em Portugal (veja abaixo).

O Pêra-Manca é feito com uvas de apenas três parcelas do vinhedo: duas de Aragonez (um dos nomes da Tempranillo em Portugal) e uma de Trincadeira. O vinho estagiou por 18 meses em carvalho francês e, já engarrafado, ficou mais dois anos nas caves do mosteiro da Cartuxa, que dá nome a outra gama de vinhos da FEA.

Em suas várias linhas, a Fundação produz mais de quatro milhões de garrafas por ano. A mais nova, Vinea, cuja segunda safra também está chegando ao Brasil, ocupa a base da pirâmide em cujo topo reina o Pêra-Manca tinto (também é produzido um Pêra-Manca branco), do qual foram produzidas só 30 mil garrafas na safra 2011.

Em tempo: o nome do vinho não vem da fruta e significa simplesmente “pedra manca” ou “pedra que oscila” no antigo dialeto alentejano.

VINEA CARTUXA TINTO 2013
Origem: Alentejo (Portugal)
Preço: R$ 55,90 na Adega Alentejana
É a segunda safra da linha que pretende ser a porta de entrada dos vinhos da FEA. Embora o foco seja o mercado português, esse “primo pobre” do Pêra-Manca chega ao Brasil no momento certo. Focado na fruta, é um vinho simples e direto, de cor rubi viva, com boa acidez, corpo leve e álcool equilibrado, que entrega o que promete: boa qualidade a preço atraente. Recomenda-se servi-lo levemente resfriado.

PÊRA-MANCA TINTO 2011
Origem: Alentejo (Portugal)
Preço: R$ 2.298 na Adega Alentejana
Trata-se de um corte de Aragonez (55%) e Trincadeira (45%). O pequeno halo violáceo atesta que é um vinho muito jovem, mas já apresenta grande complexidade aromática: fruta escura tipo cereja madura, delicadas notas tostadas de tabaco e café, e de especiarias, além de um elegante herbáceo final. Na boca, é muito concentrado (fruta madura/madeira/taninos), mas o que chama a atenção é, principalmente, a excelente acidez e enorme frescor, características pouco comuns em vinhos de regiões vinícolas mais quentes como o Alentejo, só possíveis numa safra praticamente perfeita como 2011. É potente sem ser pesado e nem os 15% de álcool comprometem seu equilíbrio. Em que pese o investimento necessário para comprá-lo, recomenda-se aos interessados aguardar de três a cinco anos antes de abrir a garrafa, de preferência acompanhado de pratos tradicionais da culinária portuguesa como um bom cozido ou uma chanfana, de cabra ou de carneiro.

FONTE: http://blogs.estadao.com.br/paladar/melhor-pera-manca-do-seculo-21/

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Nota de Degustação: Suzin Rosé 2013

1) Suzin Rosé 2013 (Vinícola Suzin – São Joaquim – SC)

Com a proximidade do verão devemos olhar com bons olhos os vinhos rosés. Nessa categoria destaco o elaborado pela Vinícola Suzin de São Joaquim – SC. Esse vinho apresenta um teor alcoólico de 13%. Sua coloração é um salmão claro, e a bela cor do vinho te convida a abrir a garrafa e degustar esse vinho. Aroma elegante e intenso, onde se percebe principalmente notas frutadas de morango e cereja e toques florais, que garante a esse vinho uma elegância em seus aromas. Na boca apresenta uma acidez marcante, refrescante, com retrogosto agradável, com notas frutadas e florais.

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Vinícola Aurora conquista mais duas medalhas na França com seus espumantes Aurora Brut Chardonnay e Aurora Brut Procedências Chardonnay

Os espumantes Aurora Brut Chardonnay e Aurora Brut Procedências Chardonnay, da Vinícola Aurora, acabam de conquistar medalha de prata na 13ª edição do Effervescents du Monde, concurso internacional de vinhos espumantes de todo o mundo, realizado de 18 a 20 de novembro, em Dijon, na França.  O Effervescents du Monde é organizado pela Associação Fórum OENOLOGIE, em participação com as Revue dês Enologues e em parceria com o Culinary School Castel. Nesta edição, o concurso reuniu 622 amostras de 26 países, que foram avaliados por 100 degustadores.

Com mais estas duas medalhas em seu portfólio, a Vinícola Aurora chega à marca de 506 premiações internacionais, mantendo-se sempre na liderança, como a vinícola brasileira mais premiada nas competições internacionais oficiais.

Os vinhos espumantes, brancos e tintos, sucos e coolers da Vinícola Aurora podem ser encontrados em todo o território brasileiro, em empórios especializados ou em lojas das grandes redes. Vários deles são exportados, para mais de 20 países, nos cinco continentes.

Cooperativa Vinícola Aurora

Visite o site: www.vinicolaaurora.com.br

Vinho reduz risco cardiovascular de portadores de diabetes

Um estudo realizado em Israel pela Universidade de Bem-Gurion deu novas evidência de que o consumo de vinho pode ajudar quem sofre com o diabetes tipo 2. Denominado CASCADE (Cardiovascular Diabetes e Etanol), o trabalho acompanhou 224 pessoas portadoras da doença, que causa um aumento da concentração de glicose no sangue.

As pessoas portadoras de diabetes que participaram do estudo foram divididas em três grupos. O primeiro consumiu 150 ml de água mineral durante o jantar por dois anos seguidos. O segundo ingeriu a mesma quantidade de vinho branco. E o terceiro, tomou os mesmos 150 ml só que de vinho tinto. Todos seguiram uma dieta mediterrânea e sem restrição de calorias.

Os resultados mostraram que o vinho tinto aparentemente trouxe benefícios cardiovasculares, sobretudo por conta da redução do chamado colesterol ruim no sangue, diminuindo o risco de infarte e derrame. Tanto o tinto quanto o branco melhoraram o controle de açúcar entre os que metabolizaram o álcool mais lentamente (80% dos pesquisados).

Segundo o professor Iris Shai, que integrou o estudo da Universade de Bem-Gurion, esta é mais uma evidência dos benefícios do vinho para quem convive com o diabetes. “O consumo moderado de vinho, especialmente tinto, como parte de uma dieta saudável pelas pessoas que têm diabetes bem controlado, aparentemente é seguro e, de certa forma, diminui o risco de ocorrência de problemas associados ao cardiometabolismo”, diz o pesquisador.

Espumantes brasileiros são premiados na França

Mais de 100 degustadores internacionais ergueram brinde a 9 espumantes brasileiros na 13ª edição do Effervescents du Monde, realizado de 18 a 20 de novembro, em Dijon, na França. O resultado demonstra o reconhecimento mundial da produção verde amarela. As amostras foram inscritas por vinícolas do Brasil e enviadas pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), que vem desenvolvendo este trabalho há mais de uma década.

A distinção somou um prêmio destaque com o Top 10 – Melhor Espumante, além de três Medalhas de Ouro e seis de Prata. O concurso reuniu 622 amostras de 26 países.

PREMIAÇÕES

Top 10 – Melhor Espumante

  • Ponto Nero Espumante Brut – Domno do Brasil

Medalha de Ouro

  • Aliança Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Nova Aliança
  • Salton Espumante Poética Rosé – Vinícola Salton
  • Ponto Nero Espumante Brut – Domno do Brasil

Medalha de Prata

  • Aracuri Espumante Brut Rosé – Aracuri Vinhos Finos
  • Aurora Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora
  • Aurora Procedências Chardonnay Brut – Cooperativa Vinícola Aurora
  • Dal Pizzol Espumante Brut Rosé – Dal Pizzol Vinhos Finos
  • Garibaldi Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi
  • Ponto Nero Espumante Rosé de Noir Brut – Domno do Brasil

FONTE: http://www.vivendoavida.net/?p=36785

Nota de Degustação: Abreu Garcia Cabernet Sauvignon/Merlot 2009

1) Abreu Garcia Cabernet Sauvignon/Merlot 2009 (Vinícola Abreu Garcia – Campo Belo do Sul – SC)

Esse vinho é um corte das variedades Cabernet Sauvignon e Merlot, safra de 2009. Apresenta uma coloração vermelho rubi, intenso com alguns reflexos granada. Apresenta aromas elegantes e intensos, com notas de frutas vermelhas, e toque de tabaco, cacau, especiarias. Na boa possui uma boa acidez, taninos harmônicos e persistentes. Notas de cacau, frutado e especiarias em boca. Apresenta uma boa persistência.abreu garcia

Bilionário vai receber US$ 1,15 mi em indenização por vinhos falsos!

Denominado um paladino contra as falsificações de vinho, recentemente Bill Koch ganhou mais uma batalha judicial, desta vez pela corte norte-americana em Nova York contra o comerciante Eric Greenberg, que teria vendido 24 garrafas de Bordeaux falsificadas em um leilão em 2005. Entre outros rótulos fraudados estavam um Lafite 1811, um Latour 1864 e um Pétris 1921.

A corte negou os apelos de Greenberg de que não havia evidências e ele terá de pagar US$ 1,15 milhão a Koch em indenizações. No ano passado, o bilionário já havia conseguido um acordo de US$ 3 milhões contra o falsário Rudy Kurniawan.