11 frases para não se falar em uma loja de vinhos

Contrariamente à crença popular, é possível amar o vinho sem aprender uma língua completamente diferente. Claro que alguns termos são importantes, e com o tempo, naturalmente aprendemos. Mas muitos acham que quando estão em uma loja de vinhos precisam vestir a capa do enochato, e acabam por falar coisas que não sabem ou não devem.

1. “Este vinho é suave?”
“Suave” não é, nem nunca será, um adjetivo para definir um estilo de vinho fino (vinho produzido com uvas viníferas). Neste caso se usa a palavra leve (de corpo e intensidade). Suave era/é o termo usado para definir vinhos de mesa produzidos a partir de uvas americanas, que possuem adição de açúcar. Mas se eu quero mesmo um vinho suave? Tudo bem, você pode beber. Porém, minha abordagem aqui é sobre lojas de vinhos finos. Mas se o vinho possui açúcar residual? De qualquer forma, ele não será umvinho suave.

2. “Eu não gosto de vinhos secos.”
Seguindo o mesmo raciocínio do vinho suave, o vinho seco foi o termo adotado aqui no Brasil para definir os vinhos finos (feitos a partir de uvas viníferas europeias) e que não possuem adição de açúcar. Por isso a palavra “seco”. Se você falar que não gosta de vinho seco, você está se referindo ao vinho fino (vinho de qualidade), e dando o entender que só bebe vinho suave de mesa (com açúcar) – o que pode ser verdade… Nesse caso fale que não gosta de vinhos encorpados, com muitos taninos (aquela sensação de banana verde na boca) e muito amadeirado. Você provavelmente irá gostar de vinhos leves feitos com as uvas, Gamay, Pinot Noir e primitivo.

3. “Esse vinho tem tampa de rosca (screw-crap), deve ser ruim!”
Nunca fale isso, pelo amor de Deus! A tampa de rosca ou screw-crap é uma tecnologia muito bem estudada e eficaz, que não atrapalha na qualidade do vinho, muito pelo contrário, evita problemas comuns em vinhos de rolhas de cortiça como o bouchonée. Claro que tirar a rolha de cortiça faz parte do charme do vinho, porém com o avanço tecnológico, e pelo fator “praticidade”, cada vez mais veremos vinhos com tampa de rosca sendo utilizado por grandes vinícolas.

4. “Este vinho só está em promoção porque você está tentando se livrar dele!”
Nessa teoria as lojas não seriam lojas e sim adegas megalomaníacas de seu donos. Elas sempre querem vender tudo o mais rápido possível e repor o estoque com novos rótulos. Isso é o que as lojas fazem.

5. “Você tem algum Champagne de até R$40?”
Não. Não existe “Champagne” nesse valor. Mas vamos falar de prosecco ou espumante….

6. “Eu só compro vinhos com mais de 90 pontos.”
Se você só bebe vinho pontuado só posso te dizer uma coisa: você nunca irá saber apreciar um vinho enquanto estiver preocupado com a opinião dos outros…

7. “Eu quero esse vinho, porque o rótulo é bonito.”
Lembre-se: quem vê cara não vê coração. Dito isso, o rótulo faz a diferença no contexto da beleza da garrafa, porém o conteúdo que está nela é o mais importante.

8. “Rieslings são muito doces.”
Os Rieslings alemães e franceses são literalmente alguns dos vinhos mais deliciosos do planeta. Abra seu paladar, prove sem preconceitos.

9. “Vinho rosé é para meninas.”
Quem pensa dessa forma nunca deve ter usado uma camisa salmon na vida por achar “cor de menina”. O vinho rosé, especialmente os franceses, são perfeitos para um dia de sol, uma praia, uma piscina, ou simplesmente uma festa com os amigos. O mundo dos vinhos vai além dos tintos.

10. “Eu só bebo vinho tinto! Vinho branco, rosé ou de sobremesa não são vinhos de verdade.”
Legal, então você nunca sentirá o prazer de provar um bom Chablis, rosé de Provence ou Sauternes. Gosto não se discute, não é mesmo?

11. “Vinho brasileiro é uma porcaria!”
Essa frase, de todas que escrevi aqui, é uma das que mais escuto por aí. Não vou me alongar mais no assunto, mas a minha resposta para quem ainda fala esse tipo de besteira é: Você conhece realmente os vinhos brasileiros?

FONTE: http://winefor.com.br/11-frases-para-nao-se-falar-em-uma-loja-de-vinhos/

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12 museus de vinhos para conhecer

Quem aprecia vinho normalmente gosta de viajar. E também de aprender mais e mais sobre a história, a cultura e os segredos de sua bebida preferida. Se for esse o seu caso, deguste esta lista de 12 museus de vinhos espalhados pelo mundo, destinos obrigatórios para adeptos do enoturismo.

Museu do Vinho e do Comércio de Bordeaux (Bordeaux, França) Construído em 1720 pelo irlandês Francis Burke, inicialmente para ser uma loja de vinhos, está aberto ao público desde junho de 2008. Contém uma vasta coleção de objetos históricos e documentos retratando o comércio dos vinhos Bordeaux desde a Idade Média. Além de inúmeras recordações históricas relacionadas à bebida, o museu possui ainda uma área para degustações de vinhos e uma loja situada na parte antiga da tanoaria do prédio. A entrada custa 10 euros, e o museu fica aberto de segunda a domingo, das 10 da manhã às 6 da tarde.

Museu do vinho de Koutsoyannopoulos (Vothonas, Grécia)

O museu levou pouco mais de 20 anos para ser construído pela família Koutsoyannopolus. Localizado dentro de uma cavidade de 8 metros de profundidade, é o único museu de vinhos do país. Os visitantes são levados para um toursobre a história do vinho e seus produtores desde 1600, enquanto apreciam a coleção de artefatos históricos relacionados à bebida.

No final do tour, os participantes são convidados a experimentar os quatro vinhos produzidos pela vinícola da família Koutsoyannopolus. O museu abre de segunda a sábado. A visita custa 8 euros.

Wineseum, Museu do vinho da Califórnia (Santa Rosa, EUA)

O museu que abrirá em 2016, o Wineseum terá nove galerias com exibições interativas relacionadas à história da indústria do vinho dos EUA.

O local ainda contará com uma seleção de vinhos da Califórnia para serem degustados, aulas, palestras, fóruns e seminários sobre a bebida, além da possibilidade de hospedagem no museu. A coleção do Wineseum, que possui mais de 1000 artefatos históricos, será montada por Jim McCormick, um colecionador de longa data, antiquário e especialista em vinhos e vinícolas antigas.

Museu Internacional do Vinho (Cork, Irlanda)

O pequeno museu situado dentro do Castelo de Desmond contém uma exibição de artigos históricos detalhando toda a trajetória da bebida na Irlanda. O museu fica aberto todos os dias, no período de abril a setembro, com entrada a 4 euros.

Museu do vinho Lugarotti (Torgiano, Itália)

Construído e desenhado por George e Maria Grazia Lungarotti, o museu foi aberto ao público em 1974. Contém arte, cultura e história dos vinhos da região italiana de Umbria (região da Itália central, que faz fronteira com Toscana, Lácio e Marca). O museu possui todos os artefatos que retratam a rica história da vitivinicultura na região. “É o misterioso encanto do mito de Dionísio (Deus grego do vinho) e do complexo sistema de símbolos e significados que o vinho desempenha ao longo dos séculos que guia os visitantes através das impressionantes coleções do Museu do Vinho”, diz o museu. Os visitantes podem participar de degustações, conhecer vinhas e desfrutar do restaurante. A visita custa 7 euros por pessoa.

Museu do Vinho de Macau (Macau, China)

A pequena península de Macau, território ultramarino português até 1999, é uma mistura de influências portuguesas e chinesas. Como tal, este museu abriga 1.143 vinhos diferentes, sendo 1.115 portugueses e 28 chineses, com um vinho do Porto de 1815, o mais antigo em exposição. O museu apresenta exemplos de produção de vinho em Portugal e na China.

WIMU: Museu do vinho de Barolo (Barolo, Itália)

Aberto ao público em setembro de 2010, e criado por François Confino, o museu mostra como o vinho tem influenciado a civilização. “Visitei vários museus dedicados ao vinho do mundo, mas nenhum deles mostrava as dimensões culturais extraordinárias do vinho. Era fundamental que eu criasse um museu criativo e poético para os visitantes. Não é um lugar onde você aprende como o vinho é feito, mas um lugar para falar sobre a relação entre ‘nós’ e ‘aquilo’”, diz Confino. O museu está aberto diariamente com custo de 8 euros por pessoa.

Museu do Vinho do Porto (Porto, Portugal)

Esse museu é dedicado a detalhar a história da indústria do vinho do Porto, e o impacto que teve no desenvolvimento econômico da cidade. Localizado no armazém Cais Novo, em um edifício que remonta ao século 17, e que antigamente estocava os vinhos da Companhia Geral da Agricultura e das Vinhas do Alto Douro. Agora, é uma homenagem a um dos produtos mais exportados de Portugal, que mostra aos visitantes a história do desenvolvimento do vinho do Porto, em todo o país.

Museu de Vinho da Bulgária (Pleven, Bulgária)

O único museu de vinhos da Península do Balcãs foi fundado em 2008, no parque Kalayka. Pleven é considerado um dos principais centros de conexões em vinho na Bulgária. O museu possui uma caverna e mostra a história da indústria do vinho do país, além de uma sala de degustação, e artefatos históricos. Além disso, o museu abriga 6.000 garrafas de vinhos de várias regiões. Um rápido curso de sommelier é oferecido também, para aqueles que desejam aprimorar suas habilidades de degustação.

Museu da Cidade de Civilização dos vinhos em Bordeaux (Bordeaux, França)

Museu em construção, com previsão de inauguração para o fim de 2016. O complexo vai abrigar, além do museu, uma galeria e um espaço cultural, todos abrangendo assuntos sobre vinhos. Quando for aberto, espera-se que contribua com a economia da cidade, e gere mais de 250 empregos.

Museu Vivanco (Rioja, Espanha)

Inaugurado em 2004, ele possui 4.000 metros quadrados de espaço de exposição, seis salas com coleções de artigos relacionados a vinhos adquiridas ao longo dos anos pela família Vivanco, incluindo vasos e ferramentas agrícolas, e grandes obras de arte ao lado de meios audiovisuais, para os visitantes aprenderem sobre a história e o futuro do vinho. Na área externa, há um jardim nomeado de “Jardim de Baco”, que contém mais de 220 variedades de uvas do mundo todo.

Museu do Vinho e Enoteca (Porto Alegre, Brasil)

Localizado no antigo prédio da Usina do Gasômetro, possui cerca de 250 variedades de vinhos produzidos por vinícolas do Rio Grande do Sul. Além disso, há no local uma enoteca, a única do Brasil, que pode ser comparada em qualidade a enotecas francesas. O acervo do museu também guarda peças e equipamentos usados no período inicial da industrialização do vinho.
Original: http://revistaadega.uol.com.br/artigo/dicas-de-12-museus-de-vinhos-para-conhecer_10334.html#ixzz3h8MyyV5v

Estudo mapeia regiões produtoras de vinhos finos de altitude para obtenção de IG

Características de clima, solo, relevo, cobertura vegetal, manejo dos parreirais, além de aspectos culturais. Tudo isso influencia na tipicidade dos vinhos provenientes das regiões mais altas de Santa Catarina, os chamados vinhos finos de altitude, produzidos a mais de 900m acima do nível do mar. Levantamento feito pela Epagri constatou que atualmente a região conta com 590 vinhedos, que somam 332,35 hectares.

João Felippeto, pesquisador da Epagri, explica que os vinhos finos de altitude produzidos em Santa Catarina têm diferenciais importantes em termos de graduação alcoólica e de polifenóis. “São muito mais estruturados, mais harmônicos, com mais volume de boca, tendem a ser vinhos que podem ser envelhecidos em carvalho sem prejuízo à sua estrutura”, esclarece.

Por todas essas peculiaridades, o setor está solicitando, com apoio da Epagri, a Indicação Geográfica (IG) dos vinhos finos de altitude catarinenses. Essa indicação lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria que os distinguem dos demais produtos de igual natureza disponíveis no mercado.

vinho1Para gerar as informações necessárias à solicitação da IG, o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia da Epagri (Ciram) desenvolveu, entre 2008 e 2013, o projeto “Caracterização e Análise dos Vinhedos de Altitude de Santa Catarina”. O projeto analisou e caracterizou o ambiente onde a vitivinicultura de altitude está inserida, reunindo dados que comprovam a excelência, exclusividade e diversidade de clima, solo e relevo dessas regiões para produção desses vinhos.

Segundo Luiz Fernando Vianna, pesquisador da Epagri/Ciram, os resultados indicaram a possibilidade de uma sub-regionalização das regiões de altitude. “Foi possível identificar diferenças nessa grande região de altitude, que ocupa um terço do território catarinense”, esclarece Vianna. Essas diferenças estão relacionadas, principalmente, à temperatura, volume e distribuição da chuva, total anual de horas de sol e amplitude térmica.

Através do cadastro das coordenadas dos vinhedos com GPS, a Epagri fez um levantamento de dados agronômicos (variedade, porta-enxerto, data de plantio e sistema de plantio), fisiográficos (altitude, declividade do terreno, orientação da encosta), climáticos (temperatura, chuva, horas de sol, amplitude térmica) e pedológicos (física e química de solos). O levantamento da Epagri apurou que atualmente a região conta com 590 vinhedos, que somam 332,35 hectares. De acordo com o regulamento da Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), a produtividade máxima nos vinhedos deve ser de 6.000L/ha, o que confere à área levantada em 2013 um potencial produtivo máximo de 1.994.100 litros por safra.

O estudo constatou ainda que os vinhedos estão distribuídos em 13 municípios, com destaque para São Joaquim e Água Doce, que possuem as maiores áreas plantadas. Os mais antigos foram plantados no fim dos anos 90, mas o período de maior expansão foi entre 2002 e 2006. Há 43 variedades de uvas cultivadas, mas as mais cultivadas são Cabernet Sauvignon e Merlot, entre as tintas, e Chardonnay e Sauvignon Blanc, entre brancas.

Apesar de os vinhedos estarem plantados em ambientes variados, percebeu-se uma preferência por locais com altitude entre 1.100 e 1.300m, com relevo suave ondulado ou ondulado e com encosta orientada para norte, nordeste ou noroeste. Climaticamente, as baixas temperaturas são o principal diferencial nas regiões de altitude em relação às demais regiões do Brasil. Os vinhedos estão plantados em locais com temperatura média anual que varia entre 12 e 18oC, e tanto a amplitude térmica quanto as horas anuais de sol são consideradas suficientes para completar o ciclo de todas as cultivares.

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FONTE: http://www.epagri.sc.gov.br/?p=11213

Vinho: um alimento funcional?

O vinho é, sem dúvidas, uma das bebidas alcoólicas mais antigas e por isso a mais carregada de senso cultural. A história serve para contextualizar e diferenciar o vinho das demais bebidas. Há 3 mil anos, o vinho já era utilizado pelos egípcios como alimento funcional.

Quanto ao teor de vitaminas, o vinho contém pequenas quantidades destes compostos, como vitaminas A, C e as do complexo B (B1, tiamina; B2, riboflavina e a B12, cianocobalamina), além de minerais, especialmente potássio e ferro, e de carboidratos. E uma garrafa de vinho pode conter em torno de 750 Kcal.

Nos últimos anos tem se discutido o uso do vinho como alimento funcional. É um tema polêmico, que gera muitas discussões, principalmente no que diz respeito ao consumo excessivo de álcool.

Nesse contexto, é fundamental que todos tenham a clareza que os benefícios do vinho são nas seguintes situações: quando bebido com moderação, durante as refeições, regularmente e por pessoas que não apresentam contraindicações ao consumo de bebidas alcoólicas. Estes benefícios são atingidos pela presença dos polifenóis, principalmente nos vinhos tintos, que têm um potente efeito antioxidante e de ação antibiótica.

Mas a questão de discutir se o vinho é um alimento ou uma bebida alcoólica vai além dos seus benefícios à saúde. Essa discussão reflete no preço pago pelo vinho. A cadeia produtiva por si só já apresenta uma alta carga tributária, além disso, o fato de o vinho ser classificado tributariamente como bebida alcoólica incide sobre ele uma sobretaxação. Nos países da União Europeia, EUA, Chile, entre outros, o vinho é classificado como alimento. Com isso, é menor a incidência de impostos. No Brasil, não se trata de alimento (menor tributação), nem de um produto ordinário (tributação normal), mas sim de artigo de luxo ou que representa dano à saúde (sobretaxação).

A intenção de classificar o vinho como alimento funcional não é de incentivar o consumo excessivo da bebida, mas sim aliviar a pesada carga tributária que acaba enfraquecendo o consumo interno em relação aos concorrentes. O vinho como alimento poderia viabilizar uma camada maior da sociedade brasileira a consumir uma bebida que é cientificamente comprovada mais saudável e com inúmeros benefícios a saúde humana.

O consumo de vinho no Brasil é extremamente baixo, menos de dois litros por ano per capita. Poderíamos crescer dez, vinte vezes mais se as pessoas passassem a consumir regularmente o vinho como um complemento alimentar. E ao bebê-lo regularmente, promover benefícios a saúde.

Faça do seu alimento, seu medicamento. Bons Vinhos!

Aroma

Safra da uva 2015 é 16% maior em volume em relação ao ano passado

Na safra 2015, o Rio Grande do Sul, estado que responde por cerca de 90% da produção da fruta para processamento no país, produziu 702,9 milhões de quilos de uva. Deste total, 632,5 milhões de quilos são de variedades americanas e híbridas – usadas na elaboração de vinho de mesa e suco – e 70,4 milhões de quilos de uvas Vitis vinifera, usadas para elaborar vinhos finos e espumantes. Em 2014, a safra registrada foi de pouco mais 606 milhões de quilos, sendo 540 milhões de americanas e híbridas e 66 milhões de quilos de uvas viníferas. O crescimento em relação à safra passada foi de quase 16% em volume. Os números foram apresentados na manhã desta quarta-feira (15), pelo diretor técnico do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Leocir Bottega, durante a XVI Jornada da Viticultura, em Ipê, na Serra Gaúcha.

Do total processado, 55% das uvas foram destinadas para a elaboração de sucos e derivados que resultaram em 190,9 milhões de litros. 45% do total colhido foram usados na elaboração de vinhos e derivados, resultando em 251 milhões de litros. A soma é de 441,8 milhões de litros de derivados da uva e do vinho nesta safra.

Para o secretário da Agricultura e Pecuária do RS, Ernani Polo, a safra deste ano é motivo de comemoração e mostra a força do estado na produção de uva e seus derivados. “É importante reconhecermos o trabalho de toda a cadeia produtiva, desde o viticultor, passando pela indústria, enólogos, entidades setoriais e governo. Juntos, caminhamos para fortalecer ainda mais a viticultura gaúcha”, acredita.

O presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Moacir Mazzarollo, cita alguns aspectos que contribuíram para o resultado. Segundo o dirigente, que é viticultor no município de Veranópolis, na Serra Gaúcha, neste ano a brotação foi mais uniforme e os cachos eram maiores e mais cheios, fatores decisivos para o maior volume. Mazzarollo pondera que os períodos de chuva alternados com predominância de tempo seco prejudicaram alguns produtores, mas que a perda acabou sendo pequena. “Tínhamos uma expectativa de que superaríamos em até 10% a safra anterior, mas o resultado foi melhor do que o esperado”, comemora.

Quanto à qualidade, Mazzarollo afirma que os relatos que tem colhido junto às cooperativas e demais empresas são de uvas com boa sanidade, cor e graduação dentro da média e até superior aos últimos anos. “Acredito que a redução na espera dos produtores para a entrega nas vinícolas foi fundamental para manter a qualidade da matéria-prima”, conclui.

Olir Schiavenin, presidente da Comissão Interestadual da Uva, justifica a safra maior em relação ao ano passado em função do aumento de áreas plantadas, com mudas novas e formas mais adequadas de manejo. “A cada ano observamos um cuidado maior com a uva que resulta em maior produtividade e também reflete na qualidade do produto final”, diz. Schiavenin acrescenta que os custos de produção obrigam os produtores a aumentar o volume para viabilizar a atividade. “Continuamos com problemas como da mão-de-obra, cada vez mais escassa e cara, da sucessão rural, entre outros pontos que precisam ser analisados e colocados na balança quando comemoramos um safra como esta, que foi boa em volume e qualidade”, propõe.

Números por variedades
* Entre as variedades que mais cresceram na safra 2015, destaque para a branca Chardonnay que passou de 5,8 milhões para 7,1 milhões de quilos, um crescimento de mais de 23%.
* As tintas mais significativas em volume processado – Merlot e Cabernet Sauvignon – apresentaram resultados distintos, com leve crescimento da primeira, de 7,8 milhões para pouco mais 8 milhões de quilos nesta safra. Já a Cabernet Sauvignon teve redução de 1,1 milhão de quilo (menos 13,4% em relação à safra anterior).
* Entre as variedades americanas e híbridas, a Isabel, que é utilizada para vinho de mesa e suco de uva, apresentou um crescimento de mais de 12%, passando de 228,5 milhões de quilos para 256,4 milhões nesta safra. Já a Bordô, bastante usada nos sucos, apresentou crescimento de quase 22%, passando de 113 milhões para 137,3 mi lhões de uvas processadas.
* Outro destaque entre as americanas e híbridas, que juntas cresceram mais de 17% em relação à safra passada, está a Niágara Branca, que saltou de 27,9 para 50,3 milhões de quilos neste ano, um crescimento de quase 80%.

FONTE: http://www.ibravin.org.br/noticias/272-safra-da-uva-2015-e-16-maior-em-volume-em-relacao-ao-ano-passado

Nota de Degustação: Brasil X Itália e Brasil x Espanha

O Brasil possui enorme potencial quando o assunto é Espumantes. E para provar isso, vamos comparar dois produtos nacionais em relação a um espumante Italiano e um Espumante Espanhol.

1) Brasil x Itália

  • Moscatel Santa Augusta (Vinícola Santa Augusta – Videira – SC) – R$ 35,00

Elaborado com a variedade Moscato Giallo, esse Moscatel apresenta uma qualidade acima da média.  Coloração amarela palha, não muito intenso.  Aroma fino, delicado, elegante, com notas de frutas e flores. Na Boca apresenta uma acidez muito equilibrada, boa cremosidade, persistente e com retro olfato agradável e frutado.

  • Asti Fontana Fredda (Itália) R$ 80,00

Elaborado com a variedade Moscato Bianco. Apresenta cor amarelo palha com reflexos brilhantes. Agradável doce, acidez não muito elevada. Aromático, lembrando flores, ervas e mel. Boa perlage, persistente, longa e fina.

–> Nesse duelo, quem ganhou foi o Moscatel Santa Augusta, sendo superior qualitativamente em relação ao espumante italiano.

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2) Brasil  X  Espanha

  • Chandon Brut Reserve (Vinícola Chandon – Brasil) – R$ 70,00]

Elaborado com as variedades Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico. Muito aromático, lembrando frutas cítricas, maçã. Boa acidez, equilibrado, apresentando boa cremosidade. Apresenta cor amarelo dourado, perlage fino, abundante e persistente. Na boca apresenta uma acidez equilibrada, fresco, elegante.

  • Freixenet Cordon Negro (Espanha) – R$ 70,00

Elaborado com as variedades Macabeo, Xare-llo, Parellada. Esse espumante apresenta uma perlage fina e persistente. Coloração amarelo palha com tons esverdeados. No Aroma apresenta um frutado muito intenso, com notas de frutas cítricas. Na boca apresenta uma alta acidez e boa cremosidade.

–> Nesse duelo, o equilíbrio foi maior, porém, o Chandon foi superior em relação ao Cava.

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Isso comprova a qualidade dos espumantes nacionais!