Vinícola Aposta em Cães Farejadores para evitar pragas

Que cães são usados para detectar drogas e explosivos todo mundo sabe, mas pesquisas recentes afirmam que o olfato dos cachorros pode ser usado também em vinícolas. Sonja Needs, viticultora e pesquisadora em Ciência dos Animais da Universidade de Melbourne, na Austrália, lidera uma pesquisa que treina cães para farejar a praga “phylloxera”(praga mais comum em vinícolas por se alimentar das raízes das videiras e devastar vinhas inteiras).

Explicando sua crença de que é  possível treinar qualquer cão para ser farejador, Needs afirma que uma vez que os animais são treinados em detecção de drogas ou explosivos, é muito simples dar-lhes outro cheiro pra detectar, como, por exemplo, o cheiro da “phylloxera”.

Ela espera também, que a pesquisa revele em que estágio do ciclo da “phylloxera” os cães conseguem sentir o cheiro, para que a praga seja diagnosticada mais rápido.

“Eu quero ver a que profundidade a phylloxera fica sobre as raízes no interior do solo, para analisar a que profundidade os cães podem buscá-las abaixo da superfície”, explica a pesquisadora. Sonja acredita que os cães serão uma ferramenta de detecção incrivelmente poderosa.

FONTE: http://revistaadega.uol.com.br/artigo/vinicola-aposta-em-caes-farejadores-para-evitar-praga_10259.html

Original: http://revistaadega.uol.com.br/artigo/vinicola-aposta-em-caes-farejadores-para-evitar-praga_10259.html#ixzz3bk9CKoMY

Confira! Revista Viagem aponta 3 vinícolas de Santa Catarina entre as mais belas da América do Sul

Vinhos de Santa Catarina

http://viajeaqui.abril.com.br/materias/as-mais-belas-vinicolas-da-america-do-sul#31

30. Monte Agudo (São Joaquim, Santa Catarina, Brasil)

Criada a partir da paixão de dois amigos (Leônidas Ferraz e Alceu Muller) pelo vinho, a Monte Agudo oferece programação diferenciada, que varia conforme a época e o tempo. Aqui, dá pra provar rótulos no pôr do sol ou durante um piquenique. Prove do espumante Sinfonia Rosé Brut produzido com uvas Cabernet Sauvignon e Merlot.

31. Villa Francioni (São Joaquim, Santa Catarina, Brasil)

A arquitetura da propriedade faz com que o visitante se sinta na Europa. As visitas guiadas mostram profissionais bem preparados, que explicam detalhadamente cada processo da casa, que inclui móveis adquiridos em diversos países. Os vinhos são extremamente saborosos: vale levar uma garrafa pra casa.

32. Villaggio Bassetti (São Joaquim, Santa Catarina, Brasil)

A receptividade é o forte dessa vinícola, marcada por vinhos bem produzidos. São dois hectares para uvas Merlot e dois de Cabernet Sauvignon, com resultado…

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Os diferentes estilos de espumantes!

O vinho espumante é resultante da fermentação da uva sã, fresca e madura, no qual se encontra presente o anidrido carbônico – as borbulhas naturais – proveniente da sua fermentação.

Contudo, dentro da classe dos espumantes podemos classifica-los em diferentes estilos, de acordo com a quantidade de açúcar residual que se encontra em cada um deles.

Podemos classificar os espumantes quanto seu estilo da seguinte forma: Nature, Extra-Brut, Brut, Sec ou Seco, Demi-Sec e Doce. Como citado acima, a diferença está na quantidade de açúcar por litro que encontramos neles.

Os espumantes Nature apresentam de 0 a 3 g/L de açúcar, o Extra-Brut até 6g/L, o Brut de 6 a 15g/L, os espumantes Sec de 15 a 20 g/L , os Demi-Sec de 20 a 60 g/L e os espumantes Doces acima de 60 g/L de açúcar. Já os espumantes Moscatéis, muito consumidos no Brasil, apesar de apresentar como característica o gosto adocicado não são classificados em Demi-Sec ou Doce. Segundo a legislação um espumante Moscatel deve apresentar acima de 20g/L de açúcar.

Mas, como é que sobra esta quantidade de açúcar no espumante? Em regra as leveduras já consumiram todo o açúcar que havia no vinho, e o transformaram em álcool e anidrido carbônico. Todavia, quando o vinho vai ser engarrafado (no caso do método charmat) ou quando é feita a limpeza dos resíduos provenientes das leveduras (no caso do método tradicional) é acrescido ao espumante o chamado “licor de expedição”. É este que, contendo mais ou menos açúcar, vai definir que tipo de espumante será feito: do nature ao doce.

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Gigante chilena do vinho mira o passado

Por Isabelle Moreira Lima

Sabe aquela receita da avó que um dia um neto cheio de coragem decide encarar? É mais ou menos isso que a gigante chilena Viña Santa Carolina diz estar fazendo para celebrar seu aniversário de 140 anos neste ano. Está desenvolvendo um projeto de resgate histórico cuja vedete é um tinto feito com base em documentos dos anos 1960 encontrados depois do terremoto que assolou o Chile em 2010.

Os ingredientes deste vinho, batizado de Luis Pereira, também são “de época”. As uvas, mescla de Cabernet Sauvignon, Malbec, Cabernet Franc e Romano, vêm de vinhedos com mais de 25 anos de idade – alguns com até 90 anos – de diferentes partes do Chile. Eles têm material genético pré-filoxera (a famosa praga que atacou vinícolas no fim do séc. 19) e são tratados como se fazia há mais de 50 anos. Isso significa “pouca intervenção e muito equilíbrio”, disse Andrés Caballero, enólogo chefe da Santa Carolina, ao Paladar. “Na adega, se intervém muito pouco nas frutas. Não subimos a temperatura, deixamos que se partam por si só com leveduras nativas e deixamos que fermentem no seu ritmo. Só baixamos a temperatura se chega a 33°C.”

Resgate. Em projeto comemorativo, Vinã Santa Carolina trata vinhedos como se fazia há 50 anos. FOTO: Divulgação

As uvas são pouco maceradas e, ao separar a uva do mosto, o prensado vai com o vinho para barris antigos, onde fica por um ano. Depois, mais um ano em barris de carvalho francês, feitos para este projeto.

Mas, se os processos de produção se aperfeiçoaram tanto nos últimos anos, por que voltar a fazer vinhos como no passado? Para Caballero, os anos 1950 e 1960 uniam uma “tradição rica, de uma vinicultura que começou no séc. 19, a descobertas tecnológicas que ajudaram a preservar melhor o vinho”. Entre elas, destaca as melhoras nas filtragens. “É como resgatar uma receita antiga de família que requer muito tempo e ingredientes especiais, que talvez nem existam mais. Estamos fazendo essa receita para algumas garrafas apenas”, diz.

Além do Luis Pereira, que será lançado em junho na Vinexpo, uma das maiores feiras de vinho do mundo, em Bordeaux, na França, a Viña Santa Carolina também está produzindo um Semillon sob o mesmo conceito. Será vendido só na Inglaterra.

O projeto intriga: é só jogada de marketing para melhorar a imagem de uma gigante conhecida principalmente por seus vinhos de entrada? Para o crítico chileno Patricio Tapia, autor do Guia Descorchados, pode até ser uma jogada, mas é um “marketing do bem, de conteúdo”.

“Voltar ao natural, usando cada vez menos tecnologia, é uma ideia com força no mundo todo já há algum tempo. Olhar para o passado é apenas seguir essa moda. A Santa Carolina não é a primeira que o faz. Mas é a primeira a fazer um estudo dessa profundidade”, diz Tapia.

Além de produzir os vinhos, a chilena está transplantando vinhas antigas de outras regiões e catalogando uvas. “Encontramos uma variação da Cabernet Sauvignon mais peluda, distinto do clássico”, diz Caballero.

Sexteto chileno de Carolina
A Viña Santa Carolina foi fundada em 1875 por Luis Pereyra Cotapos, que batizou a empresa em homenagem à mulher Carolina Iñiguez. Hoje, mantém vinhedos em seis diferentes regiões do Chile: Casablanca, Leyda, Maipo, Cachapoal, Maule e Colchagua. Está entre as maiores vinícolas do país, com seis diferentes selos para seus vinhos, sendo o mais popular o Reservado e o mais exclusivo o Herencia, um Carmenere bem avaliado pelos principais críticos de vinho. Seus principais mercados são, além do próprio Chile, o Canadá e o Brasil.

FONTE: http://blogs.estadao.com.br/paladar/santa-carolina/

15 Filmes para quem gosta de vinhos!

Aprecie sem moderação!

1 – O Rato Que Ruge (EUA, 1959). Direção: Jack Arnold

Em um fictício “menor país do mundo”, localizado entre a França e a Suíça, a única fonte de renda existente é a exportação de um famoso vinho para os Estados Unidos. No entanto, uma falsificação feita na Califórnia faz com que o país pare de importar o produto. Pensando em uma resposta, o primeiro-ministro declara guerra aos EUA (esperando alguma ajuda depois da inevitável derrota), mas o problema é que eles “vencem” a guerra e vão ter de enfrentar as consequências.

2 – O Vale das Paixões (EUA, 1959). Direção: Henry King

Na década de 1930, uma jovem sai da Inglaterra com destino à Califórnia para ajudar os seus tios, produtores de vinho que mantiveram seus lucros mesmo nos anos de seca. Mas o que a garota não imagina é que o objetivo da família é arranjar um casamento dela com um herdeiro de outra vinícola e assim unir as terras.

3 – O Segredo de Santa Vitória (EUA, 1969). Direção: Stanley Kramer

Nesse clássico de Stanley Kramer, um vilarejo que produz vinhos recebe a difícil missão de esconder as garrafas italianas dos alemães nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

listas_cultura_filmes_vinhos (Foto: Reprodução)O Segredo de Santa Vitória e a Segunda Guerra Mundial (Foto: Reprodução)

4 – O Ano do Cometa (EUA, 1992). Direção: Peter Yates

Quando Margaret Harwood vai à Escócia para catalogar os vinhos do seu pai, ela encontra uma raríssima garrafa de vinho, produzida no ano da passagem do cometa Halley, em 1811. Depois disso, ela terá que fugir de um grupo de mercenários que estão atrás da garrafa.

5 – Caminhando nas Nuvens (EUA, 1995). Direção: Alfonso Arau

Keanu Reeves interpreta um jovem soldado da Segunda Guerra que se oferece para passar por marido de uma jovem grávida, assim contendo a ira do pai – um vinicultor do interior dos Estados Unidos.

6 – Conto de Outono (FRANÇA, 1998). Direção: Eric Rohmer

Viúva, Magali se dedicou à produção de vinhos desde então – quando seus filhos também foram embora. Mas agora a personagem de Marie Rivière vai cair nas graças da missão de sua melhor amiga: achar um novo marido para ela.

7 – Horizonte Sem Limites (EUA, 1998). Direção: John Huddles

Rossu planeja vender a coleção de vinhos de sua família com o objetivo de adquirir uma propriedade rica em minérios. Mas o jovem encontra seu tio Cullen, um homem com planos muito mais bizarros para o tesouro da família.

8 – Mondovino (FRANÇA/ITÁLIA/ARGENTINA/EUA, 2004). Direção: Jonathan Nossiter

Nesse documentário, Jonathan Nossiter decide investigar a globalização de uma forma diferente: utilizando o vinho como pano de fundo da sua pesquisa. No filme, ele narra a “guerra” entre as famílias produtoras – como na Califórnia e Borgonha. Muito conceituado mundo afora, o filme dá um novo olhar para o mundo dos vinhos.

listas_cultura_filmes_vinhos (Foto: Reprodução)Documentário Mondovino conta a história da globalização por meio da bebida (Foto: Reprodução)

9 – Sideways – Entre Umas e Outras (EUA, 2004) . Direção: Alexander Payne

Presente na já citada lista de filmes sobre o mundo rural, Sideways não poderia ficar de fora dessa. Considerado um dos filmes de vinhos mais marcantes, o longa conta a história de dois amigos que descobrem no vinho e em suas próprias companhias uma forma de aproveitar e refletir um pouco mais sobre a vida.

Fato curioso: o filme ajudou a Pinot Noir a se transformar em um dos vinhos mais vendidos dos Estados Unidos.

10 – Um Bom Ano (EUA, 2006) . Direção: Ridley Scott

Também presente na lista prévia, o longa de Ridley Scott é outro indispensável quando pensamos na relação da bebida com o cinema. Russell Crowe é um acionista londrino que se vê obrigado a voltar para a França – onde passou a infância em um lindo chateau ao lado de seu tio. No filme, uma taça de vinho é capaz de mudar vidas.

11 – Entre Vinhos e Amores (EUA, 2007). Direção: Allison R. Hebble

Nesse interessante romance, três histórias entrelaçadas mostram como amor, alegria e questionamentos complexos como o que toca à infidelidade podem ser encontrados em uma cozinha. E, claro, uma taça de vinho para acompanhar a sequência de todos os personagens.

12 – O Julgamento de Paris (EUA, 2008). Direção: Randall Miller

Baseado em fatos reais, o filme retrata a competição internacional de melhor vinho de 1976 – quando surpreendentemente os franceses perderam para os californianos. A história do dia 24 de maio de 1976 – dia em que uma degustação às cegas deu o “épico” prêmio às bebidas da Califórnia – pode ser completamente conferida no longa.

listas_cultura_filmes_vinhos (Foto: Reprodução)O Julgamento de Paris conta uma das histórias mais fantásticas do mundo do vinho (Foto: Reprodução)

FONTE: http://revistagloborural.globo.com/Noticias/noticia/2015/02/15-filmes-para-quem-ama-vinhos.html

13 – Vicky Cristina Barcelona (EUA, 2008). Direção: Woody Allen

Há quem diga que nesta obra de Woody Allen o vinho poderia ser indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante. Tão presente, a taça acompanha o trio estrelado por Javier Barden, Scarlet Johanson e Penélope Cruz em quase todas as cenas pela cidade espanhola. Um delicioso filme!

14 – Blood Into Wine (EUA, 2010). Direção: David Roach

O documentário conta a história de um roqueiro que decidiu produzir vinhos no Arizona, interior dos Estados Unidos. No longa, temos a chance de aprender muito mais sobre a atuação dessa região na produção da bebida.

15 – Red Obsession (EUA, 2013). Direção: David Roach

Neste outro documentário, temos a chance de conhecer a história da obsessão chinesa por vinhos franceses, em especial os da região de Bordeaux. Narrado por Russell Crowe, o filme mostra como o país asiático vem se tornando um dos principais polos de aquisição da bebida, considerada fonte de turismo, gastronomia e luxo.

listas_cultura_filmes_vinhos (Foto: Reprodução)Chineses encontraram uma nova paixão: os vinhos (Foto: Reprodução)

Venda de Vinhos e o Ponto de Vendas

Estou compartilhando post feito pelo Didú Russo, sobre venda de vinhos e o lançamento da cartilha Conhecendo os vinhos do Brasil.

Vale muito a leitura.

Se há uma deficiência no Setor do Vinho, essa deficiência se chama Comunicação. Tenho ouvido em toda parte perguntas a respeito sobre o que deu do grupo de trabalho resultado da retirada do Pedido de Salvaguardas.

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Desde que em outubro de 2012 foi comunicado oficialmente que as entidades associativas do vinho brasileiro formalizaram a retirada do pedido de salvaguardas junto ao Ministério da Agricultura, não se soube mais nada a respeito do que havia ficado combinado entre as partes envolvidas.

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Para relembrar o assunto, pontuo abaixo alguns pontos:

  1. O governo pelas mãos do Ministério da Agricultura, livrou do “Imbroglio” a Presidente Dilma Rousseff que havia prometido soluções de apoio para os produtores brasileiros em comício eleitoral na Festa da Uva e de seu então Ministro do Desenvolvimento Agrário Pepe Vargas que irresponsavelmente afirmara que as Salvaguardas já estavam decididas, quando não estavam e nem eram de sua alçada.
  2. Nesse acôrdo, amarrado pelo Ministério da Agricultura e ABRAS, as Associções de Importadores ABBA e ABRABE e IBRAVIN, foram chamados para que o próprio Setor armasse a solução que o governo prometeu e não deu.
  3. Ficou acertado então que o Ibravin e associações dos produtores brasileiros de uva e vinho retirariam o pedido das Salvaguardas mas que em troca se trabalharia junto para o crescimento do mercado do vinho como um todo, tendo como meta sair de 1,9 lt/per capita/ano para 2,5 lt per capita/ano até 2016.
  4. Combinou-se que o Governo reduziria a carga de impostos do vinho.
  5. Combinou-se que o governo daria apoio para os pedidos do setor de securitização das dívidas agrícolas e redução dos estoques de produtos vitivinícolas.
  6. Combinou-se que o Vinho nacional estaria presente nos portfólios da Importadoras, com vistas a ampliar a sua presença para 25% nos supermercados e 15% em demais estabelecimentos varejistas.
  7. Combinou-se que os Supermercados ampliariam as áreas de exposição do vinho nacional.
  8. Combinou-se que se trabalharia mais a comunicação do vinho

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Muito bem, foi então criado um Grupo de Trabalho com  ABBA, ABRABE, ABRAS e IBRAVIN, –  do qual participei de tres reuniões – para se definir prioridades que levassem a cabo o comprometimento do Setor junto ao governo.

Não é preciso dizer que o governo não cumpriu com o ítem 4 e não sei dizer do ítem 5.

Os outros ítens todos foram colocados em prioridades nessas reuniões que teve a liderança do Marcio Milan, que monrtou um painel de avião onde cada reloginho daqueles era um ítem. Eram mais de 40 ítens! Eu lutei para priorizar a Comunicação mas fui voto vencido.

Definiu-se que se deveria trabalhar em primeiro lugar os pontos de venda dos supermercados em todo o Brasil, cerca de 90 mil!!!!! É trabalho para anos. Tanto que o Diego Bertolini e o Alaor Pereira da Abras andaram pelo Brasil, motivando os responsáveis de diversas redes de supermercado que nem sabiam que houve um pedido de salvaguardas e muito menos de um acordo para retirada dele…

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Era o contato com a realidade. Montou-se então um plano de trabalho que agora finalmente deu seu ponta pé inicial em forma de uma cartilha do Vinho brasileiro, para orientar os pontos de venda a trabalhar.

Há muito a fazer:

  • O Setor precisa entender que esse trabalho individual e egoísta poderia ser muito mais proveitoso se fosse coletivo.
  • É preciso ensinar a Cultura do Vinho ao Brasileiro.
  • É preciso superar a fase do consumo esnobe pelo consumo consciente do Vinho como Alimento.
  • É preciso entender que a imprensa não vai fazer sozinha esse trabalho.
  • É preciso Degustar e Comunicar.
  • É preciso dar uma taça de vinho na mão do Cliente que entra em todo Restaurante.
  • É preciso ter Vinho em taça de boa qualidade e a preço justo em Restaurantes.
  • É preciso Comunicar os benefícios que o Vinho oferece à saúde. Só ele oferece, mais nenhuma outra bebida.
  • Comunicar e Degustar, depois Comunicar e Degustar, não há outro caminho, e esse é bem melhor que subornar pontos de venda.

Na minha viagem à Serra Gaucha recentemente para acompanhar o vencedor do concurso de O Aprendiz de Sommelier, recebi entre diversos materiais essa cartilha e agora, na reunião de ontem do Comitê do Vinho FECOMERCIO, o Marcio Milan apresentou o projeto. Aproveitei e gravei com ele.

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Como se vê, falta comunicar, pois a coisa está andando, devagar, mas andando e o caminho é muito maior do qualquer pessoa possa imaginar. e ainda falta trabalhar a Comunicação do Consumidor que não conhece vinho, não sabe de seus benefícios e não tem a cultura da bebida. Há muito a se fazer pelo Vinho, mas há pessoas fazendo.

FONTE: http://www.didu.com.br/2015/05/venda-de-vinhos-e-o-ponto-de-vendas/?fb_action_ids=995191843826030&fb_action_types=og.comments

Icewine – O Vinho do Gelo

O icewine é considerado uma obra-prima da vitivinicultura. Um néctar cujo rendimento é tão baixo que uma videira chega a produzir apenas uma garrafa.  É um tipo de vinho de sobremesa produzido a partir de uvas que foram congeladas ainda na videira. Os açúcares e outros sólidos dissolvidos não congelam, mas a água, além de permitir uma uva mais concentrada tem de ser pressionado a partir de uvas congeladas, resultando numa menor quantidade de vinho mais concentrada, muito doce.

O processo de elaboração de um Icewine consiste em colher as uvas perfeitamente maduras e com temperatura inferior a – 6 C. Nessa condição, a água que se encontra no interior das bagas congela e o gelo é separado do suco rico em açúcar pelo processo da prensagem das uvas, ficando retido dentro da prensa pneumática juntamente com a casca, as sementes e o engaço.

Os historiadores do vinho acreditam que o primeiro vinho do gelo tenha sido feito na Alemanha, em 1794. A melhor documentação existente relata uma colheita em Bingen, em 1830.

Hoje em dia, o país com maior e melhor do vinho do gelo é o Canadá. O imigrante alemão Walter Hainle foi o pioneiro, em 1972. Nos anos 80, a vinícola Inniskillin, do austríaco Karl Kaiser, tornou-se a real pioneira dos Icewines canadenses. As primeiras safras foram perdidas, mas em 1984, as uvas começaram a ser protegido dos pássaros com filmes plásticos, e assim, o Canadá passou a produzir em escala comercial. Em 1991 o Icewine canadense ganhou fama internacional com o Grand Prix d’Honneur na Vinexpo, de Bordeaux. E desde então a fama do Icewine vem se espalhando pelo mundo e conquistando novos produtores e admiradores.

E vocês sabiam que Santa Catarina elaborou o primeiro e único Icewine Brasileiro?  Nos dias 04 e 12 de junho de 2009 a equipe da Vinícola Pericó registrou em seus vinhedos, localizados na fazenda Menino Deus, Distrito do Pericó em São Joaquim – SC, um fantástico fenômeno da natureza. As temperaturas caíram bem abaixo de zero e os termômetros registraram – 7,5 ₢, permitindo a colheita das uvas congeladas, condições necessária para a elaboração do Icewine.

Enquanto na maior parte dos países produtores de Icewine, as uvas escolhidas são as variedades brancas, na Vinícola Pericó a uva escolhida foi a Cabernet Sauvignon. Esta variedade foi escolhido por ser a mais tardia que a empresa cultiva, sendo assim, a única capaz de sustentar um lento amadurecimento até as chegadas das temperaturas negativas.

O icewine da Pericó um vinho de muita qualidade, apresentando um intenso e complexo aroma. Na boca o ataque inicial é doce, mas em virtude da ótima acidez o vinho é equilibrado, persistente. Quem tiver a oportunidade de degustar esse vinho, comprovará a qualidade de um produto único e muito raro de ser produzido.

A recomendação de muitos especialistas é que o vinho do gelo seja consumido ainda jovem para que o frescor da acidez e o aroma frutado sejam mais bem apreciados. Outros sugerem que seu potencial de envelhecimento seja explorado. De toda forma, o Icewine é mais comumente servido como aperitivo ou acompanhando sobremesa.

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Produtores de vinho artesanal criam cooperativa

Entidade nasce com 20 associados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro

Produtores de vinho artesanal de quatro estados lançaram na última sexta-feira, dia 15, a Cooperativa Brasileira de Vinhos Artesanais (Naturvin). Com sede em Canela (RS), a entidade nasce com 20 associados, entre viticultores e vinhateiros do Rio Grande do Sul (16), São Paulo (2), Santa Catarina (1) e Rio de Janeiro (1). A produção anual de cada um varia de 500 a 2 mil garrafas. Juntos, produzem menos de 10 mil garrafas por ano.

“Nascemos com o objetivo de unir esforços e projetos para pleitear demandas que se fizéssemos sozinhos talvez se tornariam inviáveis. Facilita na questão dos trâmites”, afirma Marina Santos, presidente da Naturvin e enóloga em Pinto Bandeira.

A cooperativa tem foco na elaboração de vinhos, espumantes, sucos e derivados da uva e do vinho, elaborados de forma artesanal, com o mínimo de intervenção nos processos. Viticultores e vinicultores fazem parte do quadro de associados da Naturvin, e a cooperativa estará cadastrando mais produtores em breve. Os candidatos devem utilizar os métodos de produção de uva integrada, orgânica, biodinâmica ou agroecológica. Para ingressar na cooperativa é preciso ser indicado por um associado.

A participação do produtor na cooperativa será informada no rótulo ou contrarrótulo dos produtos. “No caso dos vinhos, houve um salto de qualidade muito grande nos últimos anos, inclusive com a participação em eventos internacionais. Unidos, pretendemos continuar esse crescimento”, vislumbra Marina.

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho) são apoiadores da Naturvin. O diretor executivo do Ibravin, Carlos Paviani, salienta a relevância da cooperativa por unir todos em torno de um objetivo comum. “A importância está no fato de ser um projeto coletivo de produtores dedicados à sustentabilidade”, avalia Paviani.

Para o diretor executivo da Fecovinho, Helio Marchioro, a fundação da cooperativa com as características da Naturvin é um avanço para a consolidação de um modelo de produção sustentável, sob os aspectos econômico, social e ambiental. “Por isso o apoio de entidades representativas do setor. Essa decisão fortalece outras iniciativas de apoio às vinícolas de pequeno porte”, avalia.

Informações sobre como ser um cooperado da Naturvin podem ser obtidas diretamente com Marina Santos, pelo telefone (54) 8115.3900.

FONTE: http://www.ibravin.org.br/noticias/258-produtores-de-vinho-artesanal-criam-cooperativa

Estudos científicos endossam benefícios da uva e seus derivados à saúde

Divulgação de resultados comprova que a fruta é aliada na prevenção de doenças, na redução de peso e gordura abdominal. Os ganhos se estendem ao consumo moderado de vinho e de suco 100%

Os benefícios da uva nunca estiveram tão em evidência. Uma série de estudos realizados nos últimos anos comprova que o consumo moderado da fruta e seus derivados garante mais qualidade de vida a crianças e adultos. Não é por acaso que a uva é considerada a “superfruta da saúde”.
O suco de uva 100% como aliado para perder barriga foi a boa nova anunciada recentemente. Depois de comprovar os benefícios da bebida para o coração, redução de colesterol, prevenção do câncer e melhora da memória, uma pesquisa realizada pelo Centro Universitário Metodista (IPA), de Porto Alegre (RS), indicou que o consumo regular do suco elaborado com 100% fruta, sem adição de açúcar, contribui para a redução da sempre indesejada gordura abdominal.

Coordenado pela biomédica Caroline Dani e pela bioquímica Cláudia Funchal, o estudo iniciado em 2009 já foi publicado em revistas científicas e quebra paradigmas ao comprovar que uma bebida doce e saborosa pode ser aliada para dietas em seres humanos. Caroline, que estuda os benefícios do suco desde 2004, explica que os ratos submetidos à dieta hiperlipídica (rica em gordura) com suco de uva tiveram um aumento de peso e de gordura na região abdominal inferior ao grupo que recebeu a mesma alimentação e água. Já os animais com a mesma alimentação e que ingeriram água tiveram ganho de massa e de gordura. A biomédica lembra que estudos anteriores já comprovaram a ação dos componentes da uva e, por consequência do suco 100%, para a proteção do fígado e do coração, redução da pressão arterial, melhora na capacidade cognitiva, sistema nervoso central e proteção contra os radicais livres, prevenindo doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o câncer.
Caroline também coordenou outra pesquisa no IPA na qual idosos que tomaram suco de uva 100% por 30 dias reduziram circunferência abdominal e peso, além do índice de massa corporal (IMC), colesterol total e colesterol ruim. Não houve alteração nos níveis de glicose nem dos de triglicerídeos. Durante o estudo, os voluntários incluíram no cardápio dois copos de suco de 400ml cada por dia, divididos em duas porções de 200ml cada, durante um mês, e mantendo seus hábitos alimentares.

Os benefícios do suco de uva 100% não param por aí. Uma pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro realizada com triatletas da Marinha comprovou que um copo da bebida antes e outro depois dos treinos auxilia nos resultados das competições. Em entrevista ao Globo Repórter, a nutricionista Mariana Corrêa Gonçalves explicou que os atletas melhoraram a capacidade antioxidante e a circulação e tiveram redução do cansaço. O grupo que participou do estudo ingeriu o suco de uva 100% durante 20 dias.

Consumo moderado de vinho também traz ganhos à saúde
Os benefícios se estendem também para o vinho. O cardiologista Jairo Monson, estudioso dos assuntos relacionados a vinho e saúde, afirma que o consumo moderado da bebida, especialmente as variedades tintas, fazem bem ao sistema cardiovascular, previnem câncer, inibe em até 80% o crescimento do HIV, além de ser a bebida mais favorável para os obesos e diabéticos. “Instituições que são muito severas nos seus critérios científicos, como o FDA [Food and Drug Administration], AHA [American Hart Association], SBH [Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial] e NSA [National Stroke Association] reconhecem que as pessoas que não têm contra-indicação, a ingestão de bebidas alcoólicas, e que bebem vinho com moderação, regularmente e durante as refeições, têm benefícios para a saúde”, destacou Monson, autor do livro Vinho é Saúde! – 50 Respostas Para Entender Por Que a Bebida de Baco Pode Fazer Bem.
Outro estudo, coordenado pela Dra. Regina Vanderlinde, pesquisadora do Laboratório de Referência Enológica (Laren) e professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS), concluiu que, em relação às variedades, os vinhos Merlot apresentaram maiores concentrações de resveratrol. O teor máximo entre todas as amostras analisadas foi encontrado em um Merlot brasileiro (15,9 mg.L-1). O maior teor médio de resveratrol também foi encontrado nos Merlot brasileiros (8,73 mg.L-1), diferenciando-se dos teores médios dos vinhos dos outros países que não apresentaram diferença estatística entre si: argentinos (1,71 mg.L-1), chilenos (2,64 mg.L-1) e uruguaios (4,93 mg.L-1).

“Os teores médios de resveratrol encontrados nos vinhos brasileiros são superiores aos encontrados em outros países sul-americanos. A variedade Merlot apresentou valor médio mais elevado das estudadas. Os teores de resveratrol nos vinhos brasileiros pressupõe propriedades benéficas à saúde mais elevadas que os vinhos de outros países”, resume Regina.
O resveratrol é um polifenol presente na fruta e que faz bem ao organismo. Sua concentração nas uvas e vinhos varia de acordo com a variedade, origem geográfica, ação de patógenos e processos de fermentação. Encontra-se nos grãos, raízes, sementes e, principalmente, nas cascas.

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FONTE: http://www.ibravin.org.br/noticias/257-estudos-cientificos-endossam-beneficios-da-uva-e-seus-derivados-a-saude